bukib
0 bukibs
Columbus, Ohio
Hora local: 20:01
Temperatura: 10.8°C
Probabilidade de chuva: 0%

Inteligência artificial identifica dor em bebês e pode auxiliar decisões médicas em UTI neonatal

Inteligência Artificial Identifica Dor em Bebês e Pode Auxiliar Decisões Médicas em UTI Neonatal

Uma equipe de engenheiros e pediatras desenvolveu uma ferramenta de inteligência artificial capaz de identificar o nível de dor de recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Essa tecnologia utiliza modelos multimodais de linguagem e visão para interpretar expressões faciais dos bebês com mais precisão e menos subjetividade.

De acordo com Ruth Guinsburg, professora de pediatria neonatal da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a dor é um fenômeno subjetivo e os bebês dependem da observação de terceiros para identificar seu nível de dor. As escalas de dor tradicionais são subjetivas e podem variar de acordo com o estado emocional do observador. A ferramenta de inteligência artificial pode ajudar a reduzir essa subjetividade e apoiar a tomada de decisões clínicas.

Como Funciona a Tecnologia

A tecnologia utiliza modelos de linguagem multimodais, que integram imagens e textos para interpretar expressões faciais dos bebês. Esses modelos não precisam ser treinados separadamente para cada tarefa, o que amplia sua aplicabilidade clínica. Além disso, a pesquisa demonstrou que o sistema de inteligência artificial supera técnicas tradicionais de deep learning na identificação de estados de dor e conforto.

Segundo Carlos Eduardo Thomaz, professor da FEI, os modelos de linguagem multimodais permitem utilizar modelos pré-treinados em uma grande quantidade de dados da internet para resolver tarefas médicas específicas com maior rapidez.

Importância da Tecnologia

Um bebê internado em uma UTI neonatal pode ser submetido a até 13 procedimentos dolorosos por dia. A dor mal gerenciada pode deixar sequelas duradouras, por isso é essencial equilibrar a necessidade clínica e o sofrimento. A ferramenta de IA pode ser uma aliada para transformar sinais subjetivos em parâmetros objetivos, funcionando como um “fiel da balança” na avaliação clínica.

A expectativa é que, no futuro, a ferramenta possa emitir alertas em tempo real, atuando como um monitor de dor ao lado dos dispositivos cardíacos e respiratórios. Além disso, pode apoiar prescrições mais seguras de analgésicos.

  • A tecnologia pode ajudar a reduzir a subjetividade na avaliação da dor em bebês.
  • Pode apoiar a tomada de decisões clínicas em UTIs neonatais.
  • Pode ser uma aliada para transformar sinais subjetivos em parâmetros objetivos.

Em resumo, a ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pela equipe de engenheiros e pediatras pode ser uma ferramenta valiosa para auxiliar decisões médicas em UTIs neonatais e melhorar a gestão da dor em recém-nascidos.

Este conteúdo pode conter links de compra.

Fonte: link