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Ingresso seria R$ 560 mais caro se FIFA repassasse à torcida gastos para compensar emissões de CO2 da Copa

Impacto Ambiental da Copa do Mundo de 2026

O estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, estima que cada ingresso de partida da Copa do Mundo de 2026 precisaria custar, em média, US$ 114 (cerca de R$ 560) a mais para compensar integralmente os danos climáticos causados pelo evento. Isso corresponde ao custo estimado de neutralizar as emissões de dióxido de carbono (CO2) geradas pelo torneio.

A pesquisa aponta que a ampliação do Mundial para 48 seleções elevou as emissões do evento em mais de meio milhão de toneladas de CO2. No total, a Copa de 2026 deve emitir cerca de 4,23 milhões de toneladas de carbono, com 82% desse total vindo do deslocamento dos torcedores até os estádios.

Soluções para Reduzir o Impacto Ambiental

Os pesquisadores defendem que a solução mais eficaz seria atacar diretamente o problema do deslocamento dos torcedores, não simplesmente encarecer o ingresso. Eles propõem que os organizadores de megaeventos ofereçam descontos e incentivos a torcedores que optarem por meios de transporte com menor emissão de carbono, como trens ou caronas compartilhadas.

  • Oferecer descontos em produtos para quem optar por deslocamentos mais sustentáveis
  • Implementar um modelo econômico para lidar com os danos climáticos causados por megaeventos
  • Escolher locais que reduzam a necessidade de deslocamentos longos do público

A pesquisa também aponta que a influência cultural pode ser uma aliada do clima, com artistas e estrelas do esporte tendo um potencial único de influenciar o comportamento da população em relação à sustentabilidade.

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