IA para criar música: Suno, Udio e Soundraw; veja qual é a melhor
A inteligência artificial aplicada à criação de músicas vem ganhando cada vez mais espaço ao permitir que qualquer pessoa produza faixas completas a partir de comandos de texto. Essas ferramentas conseguem gerar melodias, arranjos e até vocais de forma automatizada, abrindo caminho para a democratização da produção musical, inclusive para quem não tem conhecimento técnico tradicional.
Testamos 3 ferramentas — Suno AI, Udio e Soundraw — utilizando o mesmo conjunto de prompts em português para criar músicas em diferentes estilos. Entre elas, a Suno AI se destaca como a mais consistente entre as opções gratuitas testadas.
Metodologia do teste
Para analisar como cada IA se comporta na prática, realizamos todos os testes nas versões gratuitas, sem recorrer a recursos pagos. Cada ferramenta recebeu os mesmos prompts em português, criando músicas nos estilos pop, rock, lo-fi instrumental e trilhas épicas, simulando situações comuns de uso.
Durante a avaliação, observamos a qualidade do som, prestando atenção em como os instrumentos se integravam à faixa, se o áudio soava limpo e equilibrado, e como os vocais se comportavam quando presentes. Também verificamos a fidelidade ao prompt, conferindo se cada música respeitava o gênero, o estilo e o tema proposto.
Resultados
Os resultados mostraram que a Suno AI se destacou como a mais consistente entre as opções gratuitas testadas, oferecendo vocais femininos ou masculinos coerentes, letras criativas e instrumentação bem mixada.
O Udio se mostrou eficiente para testes rápidos e variações de estilo, permitindo criar demos com diferentes interpretações do mesmo prompt, mas com vozes menos naturais e instrumentos mais artificiais.
Já o Soundraw é ideal para quem precisa de músicas instrumentais ou trilhas para vídeos, gerando várias versões de uma só vez e oferecendo flexibilidade criativa por filtros, mas sem vocal ou letra.
Criar música com IA pode gerar problemas com direitos autorais?
Sim, criar músicas com inteligência artificial pode gerar problemas de direitos autorais, especialmente quando há proximidade com obras já existentes ou uso de referências muito específicas.
A especialista em Direito Autoral Yasmin Arrighi explica que esses conflitos costumam ocorrer em três situações: quando a música gerada pela IA reproduz ou se aproxima excessivamente de uma obra já existente, quando a IA utiliza bases de treinamento compostas por obras protegidas por direitos autorais sem autorização e quando a música criada pela IA imita o estilo ou a voz de artistas específicos.
Quais cuidados tomar ao usar IA para criar músicas?
Para evitar problemas de direitos autorais, é importante ter cuidado ao usar IA para criar músicas. A advogada recomenda começar pelos termos de uso das plataformas, que determinam os limites de uso e exploração comercial das músicas geradas.
Além disso, é importante revisar a música gerada, analisando se existe semelhança relevante com obras já conhecidas, adicionar contribuição criativa própria, como ajustes na melodia, letra ou arranjo, e registrar a obra quando houver intervenção criativa relevante.
Com esses cuidados, a inteligência artificial pode ser uma ferramenta poderosa para criação musical, permitindo que qualquer pessoa produza faixas completas a partir de comandos de texto.
- Revisar a música gerada, analisando se existe semelhança relevante com obras já conhecidas;
- Adicionar contribuição criativa própria, como ajustes na melodia, letra ou arranjo;
- Registrar a obra quando houver intervenção criativa relevante;
- Ter cautela antes de explorar comercialmente, principalmente em projetos profissionais ou monetizados.
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