IA Física Avança no Agro Europeu com Mercado de US$ 200 Bilhões até 2030
A Agricultura em Ambiente Controlado (CEA) é um segmento em expansão, liderando o cultivo de produtos como tomates, pepinos e horticultura. Embora represente menos de 1% da produção agrícola global, o setor movimentou cerca de US$ 103 bilhões em 2025 e projeta dobrar de tamanho até 2030.
O modelo de CEA apresenta vantagens como produção contínua ao longo do ano e maior produtividade por metro quadrado, com otimização da luz natural e uso mínimo de recursos hídricos e defensivos agrícolas. No entanto, o consumo de energia elétrica é um ponto crítico, necessário para manter os níveis de umidade e temperatura, acionamento de bombas de água para irrigação e iluminação artificial por LED.
Desafios e Soluções
Outros obstáculos envolvem o alto investimento inicial para a instalação de fazendas verticais em galpões e a escassez de mão de obra disposta a atuar sob condições de trabalho exigentes. A empresa Eternal.ag, sediada na Alemanha, desenvolveu um robô de colheita autônomo para solucionar a falta de trabalhadores, cenário comum em países desenvolvidos.
- O robô atua em estufas de tomate estruturadas em sistema de hidroponia, técnica que dispensa o solo e mantém as raízes suspensas em uma mistura de água e nutrientes.
- O equipamento possui plataforma própria de esterçamento que viabiliza o deslocamento em qualquer direção, utilizando sensores para percepção e localização no espaço.
- O sistema de controle supervisiona as máquinas para assegurar a fluidez do trabalho, contando com suporte técnico para a resolução de eventuais falhas.
A Eternal.ag anunciou seu primeiro cliente comercial, a Van Noord Growers, uma empresa familiar de terceira geração localizada na Holanda. A integração energética com centros de processamento de dados também é uma alternativa para a produção sustentável de alimentos, conceito que ganha espaço na Europa e nos Estados Unidos.
O consumo computacional dos modernos centros de processamento de dados resulta na geração contínua de calor térmico, exigindo sistemas de resfriamento a água para evitar falhas nos componentes de hardware. A integração para o reaproveitamento desse calor residual surge como alternativa para a produção sustentável de alimentos.
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