IA com Propósito e com Retorno: Quando o Negócio Vem Antes da Tecnologia
A inteligência artificial (IA) tem sido um tema central na agenda empresarial nos últimos anos, com empresas investindo bilhões em projetos e tecnologias relacionadas. No entanto, apesar da adoção crescente, os dados mostram que a transformação dentro das organizações não está acompanhando o mesmo ritmo.
Segundo estudos da Deloitte e do MIT, apenas 34% das empresas afirmam utilizar a IA para transformar profundamente seus negócios, enquanto 37% ainda empregam a tecnologia apenas de forma superficial. Além disso, 95% das organizações ainda não conseguem obter retorno financeiro mensurável de suas iniciativas de inteligência artificial.
Os principais desafios das empresas não estão mais na adoção da IA, mas sim em transformar essa adoção em capacidade organizacional e resultado de negócio. Isso requer uma abordagem mais estratégica, com foco em resolver problemas de negócio específicos, redesenhar processos e integrar a IA às operações da empresa.
- A adoção da IA está acontecendo em larga escala, mas a transformação dentro das organizações não está acompanhando o mesmo ritmo.
- As empresas precisam de uma abordagem mais estratégica, com foco em resolver problemas de negócio específicos e integrar a IA às operações da empresa.
- A falta de integração, aprendizado contínuo e capacidade de transformar conhecimento em operação são os principais obstáculos para a captura de valor.
Os casos de sucesso apresentam características semelhantes, como a estruturação de uma arquitetura integrada para IA, infraestrutura preparada, estratégia de dados, governança, automação e capacidade de escalar aplicações de IA dentro do negócio. Isso pode levar a retornos significativos, como ROI de até 1.225% em quatro anos.
A principal lição deixada pelos primeiros anos da corrida global pela IA é que o mercado não enfrenta uma crise de adoção da inteligência artificial, mas sim uma crise de execução. As empresas que compreenderem essa diferença e trataram a IA como uma capacidade estratégica do negócio serão as que conseguirão transformá-la em produtividade, competitividade e crescimento ao longo do tempo.
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