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Hepatites Virais: Um Desafio de Saúde Pública no Rio Grande do Sul

No mês de julho, conhecido como Julho Amarelo, é realizada uma campanha de conscientização sobre as hepatites virais. Neste contexto, o Hospital Moinhos de Vento chama a atenção para um dado alarmante: a taxa de mortalidade combinada por hepatites B e C no Rio Grande do Sul é de 1,3 óbito por 100 mil habitantes, mais do que o dobro da média nacional, que é de 0,5 por 100 mil.

Os números são do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), da Secretaria Estadual da Saúde. O maior desafio das hepatites virais está no seu curso silencioso, sem causar dor ou sinais evidentes, podendo permanecer por anos comprometendo o fígado até ser descoberta em estágios avançados.

Prevenção e Conscientização

Para o chefe do Serviço de Gastroenterologia e Cirurgia Digestiva do Hospital Moinhos de Vento, Fernando Wolff, investir em prevenção, manter a vacinação em dia e realizar os testes quando indicados são atitudes fundamentais para proteger a saúde. Além disso, é importante investigar a doença mesmo na ausência de sintomas.

Pessoas que realizaram transfusões antes da implementação dos testes obrigatórios, compartilharam objetos perfurocortantes, têm múltiplos parceiros sexuais ou nunca fizeram a testagem devem conversar com um profissional de saúde sobre a realização dos exames. A informação é uma das principais aliadas no combate às hepatites virais.

Tipos de Hepatites Virais

De acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais do Ministério da Saúde, os casos confirmados no país se distribuem em cinco tipos:

  • Hepatite C: 41,5% dos casos, transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado e com altas taxas de cura por meio de medicamentos de ação direta.
  • Hepatite B: 36,6% dos casos, transmitida por relações sexuais desprotegidas, contato com sangue e da mãe para o bebê, prevenível por vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
  • Hepatite A: 21,2% dos casos, associada ao consumo de água e alimentos contaminados e à falta de saneamento, também prevenível por vacinação.
  • Hepatites D e E: menos de 1% dos casos cada.

O problema também tem dimensão global, com cerca de 304 milhões de pessoas vivendo com hepatite B ou C crônica no mundo e aproximadamente 1,3 milhão de mortes registradas todos os anos.

Para alcançar a meta de eliminação da doença até 2030, é necessário que haja uma conscientização da população e uma ampliação das ações de prevenção. O Brasil reúne todas as condições para reduzir de forma significativa o impacto das hepatites virais, com vacina, exames e tratamentos disponíveis.

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