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Greve histórica paralisa a Bienal de Veneza no dia anterior à abertura ao público

Greve Histórica na Bienal de Veneza

A 61ª Bienal de Veneza foi marcada por uma greve histórica no dia anterior à sua abertura ao público, em 8 de maio de 2026. A greve, organizada pela Art Not Genocide Alliance (ANGA) e grupos ativistas locais, contou com a adesão de ao menos três sindicatos italianos e resultou no fechamento parcial ou total de 27 dos 100 pavilhões nacionais.

Os pavilhões fechados incluíam os da Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Japão, Coreia, Líbano, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, Espanha e Turquia, entre outros. Cada um comunicou o fechamento à sua maneira, com mensagens de protesto e solidariedade.

  • A Bélgica bloqueou a entrada com placas brancas com a palavra “STOP”;
  • O Japão afixou na escadaria um cartaz com os dizeres “No artwashing. No genocide pavilion”;
  • O Reino Unido fechou o pavilhão, mas divulgou uma nota mais neutra, atribuindo o fechamento à “greve dos trabalhadores culturais italianos”.

Dentro da exposição principal, artistas também manifestaram posição, com a artista francesa Tabita Rezaire alterando sua instalação para incluir bandeiras palestinas e o chileno Alfredo Jaar exibindo um cartaz com a frase “Palestine is the future of the world”.

A greve é o ponto mais alto de uma sequência de tensões que marcaram a 61ª edição antes mesmo de sua abertura, incluindo a renúncia do júri internacional e a acusação do presidente da Bienal contra os críticos de “narcisismo” e “censura”.

A marcha que seguiu a greve reuniu milhares de pessoas, que marcharam pela Via Garibaldi em direção ao Arsenale, tomando as ruas de Veneza com bandeiras palestinas e faixas de protesto. A entrada do complexo foi bloqueada pela polícia italiana de choque, resultando em uma tensão entre manifestantes e agentes.

A greve e os protestos são um reflexo da importância da arte e da cultura em promover a consciência e a solidariedade em relação a causas sociais e políticas. A Bienal de Veneza, um dos eventos culturais mais importantes do mundo, se tornou um palco para a expressão de ideias e opiniões, e a greve histórica de 2026 será lembrada como um momento marcante na história do evento.

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