Governo dos EUA usa Call of Duty para comemorar bombardeio real no Irã
O Governo dos Estados Unidos compartilhou um vídeo de Call of Duty: Modern Warfare 3 para promover a cultura de guerra após os recentes ataques ao Irã. O vídeo mostra uma animação de ataque de bombas guiadas em massa, que pode ser obtida quando um jogador elimina 30 adversários sem ser derrotado.
No entanto, os trechos são acompanhados de cenas reais de bombardeios do exército norte-americano ao Irã com ilustração dos pontos vistos em COD: Modern Warfare 3. A administração de Donald Trump negou a responsabilidade do ataque a uma escola infantil que matou quase 200 civis.
Uso de jogos para promover ações
Esta não é a primeira vez que o país usa jogos para promover suas ações ao redor do planeta. Em 2025, o Departamento de Segurança Doméstica (DHS) publicou trechos de prisão de várias pessoas pelo ICE e pela equipe que patrulha a fronteira com o México, com a trilha sonora de Pokémon.
Além disso, o recrutamento para membros do ICE contava com uma cena na qual Master Chief dirigia um Warthog com a frase “Destrua o Flood. Acabe com a guerra”. A estratégia de “gamificar” a imagem política escalou ao ponto de o perfil da Casa Branca publicar uma imagem criada por IA com Donald Trump como o herói de Halo.
Call of Duty, Halo e os Estados Unidos
É importante levar em conta que Halo e Call of Duty são franquias que pertencem à Microsoft, que até pouco tempo atrás foi acusada de apoiar os ataques de Israel à Palestina. De acordo com relatos, o exército israelense utilizou a infraestrutura de nuvem Azure para monitorar seus adversários.
A companhia negou o suporte e revelou que “não havia evidências de que a sua tecnologia de inteligência artificial e do Azure foi usada para alvejar ou ferir pessoas no conflito de Gaza”.
- A Microsoft e o Xbox foram “cancelados” no movimento Boycott, Divest and Sanction (“Boicote, desinvestimento e sanções”, em tradução literal) e receberam uma carta de seus funcionários com o pedido para interromperem o apoio a Israel.
- Os funcionários da companhia afirmaram que “não acreditam que a Microsoft seja lugar para concordar com um genocídio e, como funcionários da companhia, não queremos fazer parte deste projeto sinistro para Gaza”.
- A Microsoft e o governo dos EUA estão enfrentando críticas por suas ações e parcerias, incluindo a parceria de IA com o governo dos EUA.
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