Google não Pretende Incluir Anúncios no Gemini, Afirma CEO da DeepMind
O Google não deve seguir o exemplo do ChatGPT e incluir anúncios em seu chatbot de inteligência artificial (IA), o Gemini, de acordo com o CEO da DeepMind, Demis Hassabis. Em uma entrevista à Axio House, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Hassabis expressou surpresa com a estratégia da concorrente OpenAI de monetizar o ChatGPT via anúncios.
Ele destacou que, embora a publicidade tenha financiado grande parte da internet de consumo e não haja nada de errado com o modelo em si, sua aplicação em assistentes de IA exige cautela. Hassabis estabeleceu uma distinção clara entre a busca tradicional e os chatbots, enfatizando que, enquanto a pesquisa do Google é direcionada pela intenção clara do usuário, um assistente de IA é projetado para atuar em nome do indivíduo e ser útil.
Ele alertou que apressar a introdução de publicidade nesses sistemas pode minar a confiança do usuário. De acordo com o executivo, o Google não sente “nenhuma pressão imediata” para tomar decisões precipitadas sobre monetização com ads no Gemini. A decisão da concorrente pode ter sido motivada por uma necessidade de aumentar a receita, dados os custos elevados de desenvolvimento e computação.
Anúncios no ChatGPT
A OpenAI confirmou recentemente que iniciará testes de publicidade no ChatGPT nas próximas semanas, focando inicialmente no mercado dos Estados Unidos. A exibição de propaganda afetará apenas os usuários da versão gratuita e os assinantes do plano Go. Contas corporativas e assinaturas premium, como Plus, Pro, Business e Enterprise, não serão impactadas.
A OpenAI garante que as propagandas não influenciarão as respostas do chatbot, mas admite que o histórico de conversas — embora privado — será utilizado para personalizar os anúncios exibidos. Não há previsão, até o momento, para a chegada dos anúncios ao Brasil.
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