Golpe do Imposto de Renda: como os criminosos usam app falso e IA para enganar vítimas
Um aplicativo falso que simulava o aplicativo oficial da Receita Federal foi descoberto e retirado do ar após acumular mais de 16 mil downloads em lojas não oficiais. De acordo com a INGENI, divisão de inteligência avançada da Redbelt Security, esse aplicativo foi apenas um dos muitos golpes identificados durante a temporada do Imposto de Renda 2026.
Além desse aplicativo, foram identificadas ao menos 80 páginas falsas, 26 perfis fraudulentos em redes sociais e cerca de 10 aplicativos maliciosos com tema fiscal. Os criminosos evitam as lojas oficiais, como Google Play e App Store, pois essas plataformas usam mecanismos de inteligência artificial para rastrear comportamentos suspeitos e remover apps maliciosos rapidamente.
Como os criminosos agem
Os criminosos usam a engenharia social para atrair vítimas, criando anúncios direcionados por público, faixa etária e região. Quando o usuário começa a pesquisar sobre o Imposto de Renda, é provável que ele encontre um anúncio falso que o leva a baixar o aplicativo malicioso.
Um fator que preocupa os pesquisadores é o papel da inteligência artificial na sofisticação dos ataques. Ferramentas de IA permitem que criminosos sem formação técnica criem aplicativos com alto nível de fidelidade visual e até persistência no dispositivo da vítima.
- O malware pode atuar como infostealer, roubando credenciais salvas em navegadores e dados que trafegam em memória;
- Ou como trojan de acesso remoto (RAT), que abre uma porta para que o criminoso monitore e execute comandos no aparelho à distância.
O que fazer se cair no golpe
Se você executou o app e concedeu acessos, é recomendável restaurar o dispositivo para eliminar a persistência do malware e, em seguida, fazer a rotação de todas as credenciais em outro aparelho.
Na prevenção, o principal indicador é o domínio. Portais do governo federal operam no padrão gov.br. Qualquer endereço fora desse padrão é motivo de desconfiança imediata.
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