Nathália Secco: A Empreendedora Goiana que Conquistou o Prêmio Summit Global Women In Agritech
A empresária goiana Nathália Secco, CEO da Orchestra Innovation Center e fundadora da Orchestra Ventures, conquistou um título inédito para o Brasil ao ganhar o prêmio Summit Global Women In Agritech (GWIA) na Europa. O evento, realizado na Bélgica, é um dos mais prestigiados do setor de tecnologia agrícola e valoriza a inovação, a sustentabilidade e o networking.
Nathália foi convidada pessoalmente para participar do evento pela presidente da organização, Sâadia Lakehal, e se refere à microbiologista como uma conhecida de longa data. Ela foi convidada para participar de um dos painéis e falar sobre a agritech do ponto de vista do Brasil, o que a deixou muito feliz em poder representar o país.
Da Música para o Financiamento em Tecnologia e Inovação Agro
Nathália Secco não é apenas uma empreendedora de sucesso, mas também uma cantora lírica crossover formada em Música pela Universidade Federal de Goiás. Ela elevou sua carreira para além dos palcos e fundou a Orchestra Innovation Center em 2019, a primeira aceleradora do agro de Goiás voltada ao impulsionamento da inovação tecnológica.
Três anos depois, em 2022, Nathália fundou a Orchestra Ventures, passando a investir em agtechs no país a partir de um fundo de R$ 6 milhões aportados por ela, mais quatro empresas e três produtores rurais da região. Além de olhar para fora, Nathália também investiu nela mesma, formando-se como Venture Capital Executive pela Universidade UC Berkeley e acumulando um MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Prêmio e Reconhecimento
O prêmio veio justamente pela sua atuação na aplicação de tecnologias sustentáveis em grandes áreas. Os projetos a agtech já impactaram cerca de 200.000 hectares nas culturas de soja, milho, cana e algodão na região do sudoeste goiano. Nathália pontua que suas duas empresas ajudaram a fomentar o uso de biotecnologias para a nutrição das plantas, levando a um ganho de produtividade da ordem de 3 a 8 sacas de 60 quilos por hectare.
Além disso, as startups sob o guarda-chuva da Orchestra cresceram, em média, três vezes o faturamento em apenas seis meses. A presença da goiana em um painel sobre o futuro da agtech sublinhou o avanço da inovação brasileira, ao mesmo tempo em que expõe um problema crônico: a carência de capital de risco no agro.
- A Orchestra Ventures está migrando parte de seu modelo de negócios para Orlando, nos EUA, como parte da tentativa de iniciar um ecossistema de investimentos mais aquecido e diversificado.
- A empresa está abrindo um fundo misto que mira especialmente o mercado imobiliário na Flórida.
- O movimento visa atrair o capital brasileiro para investir nos EUA e, ao mesmo tempo, continuar a atuar no venture capital em agrifoodtechs.
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