GEORGE MICHAEL E ELTON JOHN: O ENCONTRO QUE MARCOU O POP
Em 23 de março de 1991, a Wembley Arena, em Londres, foi palco de um momento inesquecível na história da música pop. George Michael iniciou os primeiros acordes de “Don’t Let The Sun Go Down On Me”, um clássico lançado por Elton John em 1974, e o público acreditava estar assistindo a mais uma interpretação poderosa do cantor. No entanto, o que ninguém esperava era a entrada surpresa do próprio Elton John no palco.
A origem de “Don’t Let The Sun Go Down On Me” remonta a 1974, quando foi lançada no álbum Caribou. Escrita por Elton John e seu parceiro criativo Bernie Taupin, a canção já era um dos pilares do repertório do cantor. George Michael, que nos anos 1980 se consolidou como uma das vozes mais marcantes do pop britânico, costumava incluir a música em seus shows como forma de homenagem.
Durante a turnê Cover to Cover, George Michael decidiu manter a tradição de cantar o clássico. Mas naquela noite específica, Elton John surgiu no palco de forma inesperada, transformando a performance solo em um diálogo vocal intenso entre duas gerações da música britânica. A química entre os dois artistas foi evidente, tanto na troca de olhares quanto na entrega emocional.
O Impacto do Duetto
A gravação ao vivo foi lançada como single no fim de 1991, alcançando o topo das paradas em todo o mundo, incluindo o Reino Unido e os Estados Unidos. A versão tornou-se tão marcante que, para muitos ouvintes, passou a ser a interpretação definitiva da música.
- Nº 1 no Reino Unido
- Nº 1 na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos
- Milhões de cópias vendidas mundialmente
O dueto também simbolizou algo maior, representando a amizade e o respeito artístico entre os dois cantores. Elton John sempre demonstrou apoio público a George Michael, especialmente em momentos de exposição e pressão da indústria. Anos depois, Elton descreveu George como “um dos maiores vocalistas britânicos de todos os tempos”.
O encontro de 1991 ampliou a dimensão cultural de “Don’t Let The Sun Go Down On Me”, transformando uma grande canção em um marco geracional. Três décadas depois, a performance segue sendo revisitada, celebrada e transmitida como um momento raro em que a história da música se reescreveu diante do público.
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