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Falecimento de Luísa Cunha: Uma Perda para as Artes Visuais Portuguesas

A artista plástica portuguesa Luísa Cunha faleceu na segunda-feira, 7 de julho, no Hospital de São José, em Lisboa, aos 77 anos, após uma longa batalha contra o câncer. O funeral está agendado para esta sexta-feira, às 11h30, no Cemitério de Carnide.

Nascida em Lisboa em 1949, Luísa Cunha seguiu um caminho não convencional para as artes visuais. Formada em Filologia Germânica, ela teve uma longa carreira no ensino antes de se dedicar à escultura na década de 1990. Concluiu o curso no Ar.Co em 1994 e, apesar da mudança tardia, sua obra alcançou um grande reconhecimento.

Algumas das instituições que exibiram seu trabalho incluem:

  • Fundação Calouste Gulbenkian
  • Culturgest
  • Museu de Serralves
  • Instituições de Espanha, França e Alemanha

Luísa Cunha também participou de bienais internacionais, como a Bienal de Sydney em 2004 e a 34ª Bienal de São Paulo em 2021, onde foi a única artista portuguesa convidada. Em 2021, recebeu o Grande Prémio Fundação EDP e o Prémio AICA/MC, da Associação Internacional de Críticos de Arte.

Em 2023, o MAAT realizou a primeira retrospetiva da sua obra, e sua última exposição individual, “Há mais para além do que os olhos conseguem ver”, esteve patente no Centro de Artes Visuais de Coimbra até março deste ano. O seu trabalho integra coleções de várias fundações, incluindo a Fundação de Serralves, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação EDP.

A perda de Luísa Cunha é um golpe para as artes visuais portuguesas, mas seu legado continuará a inspirar futuras gerações de artistas e apreciadores de arte.

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