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Funcionários de Google e OpenAI Criticam Parceria de IA com Governo dos EUA

Um grupo de funcionários do Google e da OpenAI publicou uma carta aberta criticando a pressão do governo dos Estados Unidos para o uso de inteligência artificial (IA) para fins militares. A carta, intitulada “We Will Not Be Divided” (“Não Seremos Divididos”, em inglês), reúne assinaturas de trabalhadores que pedem às lideranças das empresas que recusem as demandas do Departamento de Guerra americano.

A principal exigência dos trabalhadores é a manutenção das “linhas vermelhas” no desenvolvimento da tecnologia, incluindo a recusa em liberar modelos de IA para uso em vigilância em massa doméstica e em “sistemas de matança” autônoma sem supervisão humana. A carta também destaca a importância de criar um entendimento compartilhado e solidariedade entre as equipes na indústria de IA.

Motivos da Crítica

A mobilização dos funcionários ocorre após o governo dos Estados Unidos tomar medidas punitivas contra a Anthropic, uma empresa que recusou-se a fornecer seus modelos de IA para as Forças Armadas e adaptá-los às necessidades militares. O governo ameaçou invocar a Lei de Produção de Defesa e rotular a empresa como um “risco à cadeia de suprimentos”.

Além disso, a pressão interna no Google também aumentou após relatos de que a empresa negocia a implantação do modelo Gemini em um sistema classificado do Pentágono. Outros grupos da indústria, como a coalizão “No Tech For Apartheid”, também publicaram declarações exigindo que empresas de infraestrutura em nuvem recusem termos do Pentágono que viabilizem a vigilância em massa ou usos abusivos de IA.

Consequências e Reações

A carta conta com 867 signatários ligados ao Google e 100 assinaturas de colaboradores da OpenAI. A organização da carta permite que funcionários atuais e antigos assinem anonimamente, mas exige a verificação de todas as assinaturas antes da publicação.

  • A carta destaca a importância de manter as “linhas vermelhas” no desenvolvimento da tecnologia.
  • A Anthropic recusou-se a fornecer seus modelos de IA para as Forças Armadas e adaptá-los às necessidades militares.
  • A pressão interna no Google aumentou após relatos de que a empresa negocia a implantação do modelo Gemini em um sistema classificado do Pentágono.

A carta é um exemplo de como os funcionários da indústria de tecnologia estão se mobilizando para criticar a pressão do governo dos EUA para o uso de IA para fins militares. A situação gerou tensão no setor de tecnologia e impulsionou a adesão de mais trabalhadores às petições.

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