Pedágio sem Cancela: O Desafio do Free Flow no Brasil
O sistema de pedágio free flow, implementado há três anos, enfrenta desafios significativos em sua operação no Brasil. O Ministério dos Transportes decidiu realizar um “recall” nas regras do pedágio, incluindo a suspensão de 3,4 milhões de multas por falta de pagamento. O objetivo do sistema era modernizar as rodovias brasileiras e eliminar congestionamentos, mas falhas técnicas e operacionais levaram o governo a repensar o uso do recurso.
Um pacote de flexibilização das regras do sistema foi anunciado há quase dois meses, incluindo a centralização das cobranças em uma plataforma nacional no app CNH do Brasil. No entanto, após mais de 60 dias, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) admite que não tem dados que indiquem a quantidade de usuários que acertaram as dívidas e nem os valores recuperados após a suspensão.
Desafios do Free Flow no Brasil
- A expansão do free flow no Brasil aconteceu de forma fragmentada, com motoristas tendo que procurar os sites de dezenas de concessionárias diferentes para quitar as passagens pelos pórticos.
- A falta de centralização das cobranças transformou a novidade em uma barreira digital.
- O sistema eletrônico não voltará atrás e tem forte apoio do setor de concessões, com previsão de aumento de 77 para 156 pórticos eletrônicos ativos até o fim de 2026.
Novembro será um mês decisivo para o pedágio sem cancela, com o governo concedendo um prazo limite para os motoristas inadimplentes quitarem seus débitos antigos. O sucesso do sistema dependerá da capacidade de superar os desafios técnicos e operacionais e de oferecer uma experiência mais eficiente e transparente para os usuários.
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