Descoberta em Fóssil de 120 Anos Revela Novidade sobre a Fauna da Austrália
Uma recente descoberta realizada no Instituto de Pesquisa dos Museus de Victoria, na Austrália, trouxe à tona respostas para algumas lacunas científicas que estavam bem debaixo do nosso nariz. Pesquisadores fizeram uma descoberta inédita ao analisar um fóssil encontrado em 1907, há quase 120 anos. O fóssil é um crânio fragmentário e pertenceu a um indivíduo da espécie conhecida como equidna-gigante de Owen (Megalibgwilia owenii) na Era do Gelo.
Essa espécie habitou vários locais da Austrália, mas os cientistas ficavam intrigados por nunca terem encontrado evidências dela em Victoria. As equidnas são mamíferos que põem ovos, têm o corpo espinhento e o focinho alongado, características que as tornam muito peculiares e típicas da fauna australiana.
Os paleontólogos mediram e fizeram varreduras 3D de equidnas modernas e fósseis em coleções de museus por toda a Austrália. A principal característica do fóssil de Victoria é o focinho com bico reto, usado para cavar solos duros e esmagar insetos grandes. As análises confirmaram tratar-se de uma equidna-gigante de Owen.
Características da Equidna-Gigante de Owen
- Atingia até um metro de comprimento e pesava 15 quilos, sendo bem maior do que as equidnas modernas.
- Tinha um focinho com bico reto, usado para cavar solos duros e esmagar insetos grandes.
- É uma das quatro espécies existentes de equidnas, juntamente com o ornitorrinco, que são os únicos mamíferos contemporâneos que colocam ovos e os únicos representantes da família de monotremados.
Essas características tão únicas intrigam a ciência até hoje. As recentes descobertas sobre o animal pré-histórico foram publicadas no periódico Alcheringa: An Australasian Journal of Palaeontology. A descoberta é um exemplo de como a ciência pode avançar com a análise de fósseis antigos e a tecnologia moderna.
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