Introdução ao Ford GT40
O Ford GT40 é um dos carros mais icônicos da história do automobilismo, conhecido por sua vitória nas 24 Horas de Le Mans em 1966. A criação do GT40 foi motivada por uma negociação de compra fracassada entre a Ford e a Ferrari, que levou a Ford a decidir desafiar o domínio absoluto da Ferrari na corrida de endurance mais prestigiada do mundo.
Criação do Ford GT40
O projeto Ford GT começou em 1963 com o objetivo claro de vencer em Le Mans. A designação “40” refere-se à altura total do veículo em polegadas, um requisito aerodinâmico para atingir altas velocidades na longa reta Mulsanne. A engenharia inicial estabeleceu as bases do carro, mas foi a evolução técnica posterior que garantiu a vitória, baseada em quatro principais pilares: chassi, motor, aerodinâmica e transmissão e freios.
Principais Componentes do Ford GT40
- Chassi: A estrutura inicial era um monocoque de aço, garantindo alta rigidez e baixo peso. Versões posteriores utilizavam estruturas de alumínio em colmeia para reduzir ainda mais o peso.
- Motor: O coração do projeto era o motor Ford. A primeira versão usava um motor V8 Ford Fairlane de 289 polegadas cúbicas, mas a solução foi o motor big-block 427, uma unidade de alta cilindrada derivada dos carros da NASCAR.
- Aerodinâmica: O design de baixo arrasto era essencial. Testes em túnel de vento foram cruciais para otimizar a estabilidade em velocidades acima de 320 km/h.
- Transmissão e Freios: Estes foram os “calcanhares de Aquiles” do projeto. A Ford desenvolveu uma transmissão própria e redesenhou os freios a disco com discos ventilados e um sistema de troca rápida.
Evolução e Otimização
A virada aconteceu quando a Ford entregou o projeto à Shelby American, de Carroll Shelby. O foco da equipe não foi apenas tornar o carro mais rápido, mas torná-lo indestrutível. A equipe de Shelby implementou um regime de testes rigoroso, simulando as 24 Horas de Le Mans inteiras no motor e refinando o carro em pista.
A Estratégia para a Vitória
A vitória de 1966 não foi fruto de um único carro, mas de uma operação massiva que contrastava diretamente com a abordagem da Ferrari. A Ford alocou um orçamento quase ilimitado, mobilizando múltiplas equipes e inscrevendo diversos carros para maximizar as chances de vitória. A estratégia era simples: usar a potência superior do motor 427 para dominar na reta Mulsanne e garantir que o conjunto mecânico fosse robusto o suficiente para durar 24 horas.
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