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Força Aérea dos EUA Desenvolve Míssil com Alcance Inacreditável

A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) está trabalhando em um projeto ambicioso para criar um míssil ar-ar com alcance extremo, de até 1.850 km. Esse projeto, chamado Air Force Long Range Weapon (AFLRW), tem o potencial de mudar radicalmente a forma como os EUA enfrentam ameaças aéreas e navais, especialmente no Indo-Pacífico.

O programa AFLRW prevê variantes ar-ar e ar-superfície, com prioridade inicial para a versão ar-ar, que deve alcançar a capacidade operacional antes das demais. A ideia é criar um sistema modular, com arquitetura aberta, capaz de integrar diferentes subsistemas em um míssil completo.

Motivação Estratégica

A motivação estratégica por trás desse projeto está diretamente ligada ao cenário de defesa do Pacífico Ocidental. Os EUA buscam neutralizar aeronaves chinesas de alerta antecipado, aviões-tanque, bombardeiros e plataformas de comando e controle sem expor seus próprios caças e bombardeiros às defesas antiaéreas chinesas.

Isso se insere na chamada “long-range kill chain” (cadeia de ataque em longas distâncias), que depende de uma rede de sensores avançados, satélites, enlaces de dados e sistemas de comando e controle para identificar e acompanhar alvos a distâncias extremas.

Desafios Técnicos

Um míssil ar-ar com alcance de 1.850 km não seria apenas maior, mas exigiria uma infraestrutura tecnológica robusta para funcionar. Sem uma rede externa de sensores, o alcance cinemático poderia superar a capacidade da aeronave lançadora de localizar e rastrear o alvo.

Plataformas como o bombardeiro furtivo B-21 Raider são vistas como candidatas ideais para transportar esse tipo de armamento, atuando como “caminhões de mísseis” em missões de longo alcance.

  • A Marinha dos EUA opera o AIM-174B, derivado do SM-6, com alcance de cerca de 400 km.
  • A China possui o PL-15, estimado em mais de 250 km.
  • O AFLRW, no entanto, elevaria essa disputa a um novo patamar, colocando os EUA em posição de atacar aeronaves de apoio muito atrás da linha de frente, forçando o adversário a recuar seus ativos mais valiosos.

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