Fogão que “Sobreviveu” à Enchente: Riscos e Precauções
Após uma enchente, é comum tentar reaproveitar eletrodomésticos que aparentemente voltaram a funcionar. No entanto, no caso do fogão, o risco pode não ser imediato, mas mesmo quando “sobrevive” à água, danos internos podem comprometer sua segurança e funcionamento ao longo do tempo.
De acordo com o professor Ewaldo Luiz de Mattos Mehl, do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o contato com água, especialmente a de enchentes, pode causar efeitos duradouros nos componentes do fogão. A água pode penetrar em diferentes partes do fogão, atingindo válvulas, sistemas de ignição elétrica, sensores e conexões internas.
Como a Água da Enchente Afeta um Fogão
- A água de chuva é praticamente limpa, enquanto a água de enchentes costuma vir acompanhada por barro e outros sedimentos.
- Esses resíduos aumentam o risco de corrosão e mau contato elétrico, mesmo após a secagem superficial.
- Se o fogão estiver ligado no momento do contato com a água, o risco de dano irreversível é muito maior.
A combinação de eletricidade e umidade pode causar curtos-circuitos imediatos. Quando o equipamento está desligado, há mais chances de recuperação, mas isso não elimina os riscos futuros. A oxidação pode continuar acontecendo internamente, afetando contatos metálicos e comprometendo a segurança do uso.
O Perigo da Oxidação
Quanto maior o tempo entre a exposição à água e a intervenção técnica, maiores são os danos aos componentes. A limpeza superficial não alcança áreas internas críticas, e a desmontagem completa é necessária para uma avaliação completa.
A recomendação técnica é levar o fogão a uma oficina de confiança para uma avaliação completa, incluindo limpeza e secagem internas. No entanto, o custo costuma ser elevado. Um fogão que “sobreviveu” à enchente pode até funcionar por um tempo, mas isso não significa que esteja seguro ou livre de falhas futuras.
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