Inteligência Artificial e Moralidade: O Trabalho de Amanda Askell
Amanda Askell, uma filósofa escocesa formada pela Universidade de Oxford, está trabalhando na Anthropic para desenvolver um modelo de inteligência artificial (IA) que possa entender conceitos como ética e moral. Seu objetivo é dotar o chatbot Claude de um senso de moralidade e construir nele uma personalidade.
Para alcançar esse objetivo, Amanda passa seus dias e noites conversando com o Claude e aprendendo seus padrões de raciocínio. Ela utiliza prompts e instruções detalhadas para ensinar o chatbot a entender a diferença entre certo e errado e a desenvolver inteligência emocional ao se relacionar com humanos.
Desafios e Objetivos
Um dos maiores desafios de Amanda é ensinar o Claude a desenvolver uma compreensão de si mesmo, para que não seja facilmente manipulado e intimidado por usuários. Além disso, ela busca ensinar o chatbot a lidar com a incerteza e a equilibrar múltiplas ideias e considerações.
Para resolver esses desafios, Amanda utiliza uma abordagem comparável à educação de um filho, onde ela ensina o Claude a entender a diferença entre certo e errado e a desenvolver uma personalidade. Ela também trabalha para evitar que o chatbot se torne autocrítico e auto-defensivo, o que pode limitar sua capacidade de tirar conclusões difíceis ou contestar informações imprecisas.
Consequências e Implicações
O trabalho de Amanda tem implicações significativas para o desenvolvimento de modelos de IA que possam entender e aplicar conceitos morais. Se for bem-sucedido, pode levar a uma nova geração de chatbots que sejam capazes de lidar com situações complexas e tomar decisões éticas.
No entanto, também há riscos associados ao desenvolvimento de modelos de IA que possam entender e aplicar conceitos morais. Por exemplo, se um chatbot for programado para seguir uma moralidade específica, pode ser utilizado para influenciar ou manipular pessoas.
- O trabalho de Amanda Askell é um exemplo de como a filosofia e a tecnologia podem se unir para criar soluções inovadoras.
- O desenvolvimento de modelos de IA que possam entender e aplicar conceitos morais é um desafio complexo que requer uma abordagem multidisciplinar.
- A antropomorfização da inteligência artificial pode ter implicações significativas para a consciência humana e a forma como interagimos com os chatbots.
Em resumo, o trabalho de Amanda Askell é um exemplo de como a filosofia e a tecnologia podem se unir para criar soluções inovadoras. O desenvolvimento de modelos de IA que possam entender e aplicar conceitos morais é um desafio complexo que requer uma abordagem multidisciplinar.
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