bukib
0 bukibs
Columbus, Ohio
Hora local: 10:27
Temperatura: -13.6°C
Probabilidade de chuva: 0%

Festivais 2026: O Poder Econômico da Música ao Vivo

A música ao vivo consolidou sua posição como um dos segmentos mais fortes da indústria global do entretenimento nos últimos anos. Em 2024, o mercado mundial de shows, turnês e festivais ultrapassou a marca dos US$ 34 bilhões, impulsionado por eventos de grande escala, circuitos internacionais e uma demanda crescente por experiências presenciais de alto valor simbólico e cultural.

Os festivais de música se afirmam como protagonistas absolutos, concentrando público, artistas, marcas e mídia em poucos dias — com impactos que se estendem muito além dos palcos. Esses eventos operam como verdadeiras plataformas da economia da experiência, vendendo memória, pertencimento e identidade, ao mesmo tempo em que reforçam o posicionamento global de cidades e destinos turísticos.

Os Festivais que Definem o Cenário Mundial

Quando se observa o calendário internacional, fica claro que os grandes festivais funcionam como faróis da indústria, orientando turnês, lançamentos e tendências estéticas. Eventos como Coachella e Lollapalooza, nos Estados Unidos, ou Glastonbury, Primavera Sound e Rock Werchter, na Europa, seguem como referências centrais do circuito global.

Além dos grandes festivais, eventos de médio porte exercem um papel econômico relevante ao movimentar cadeias locais de turismo, hotelaria e serviços. No Reino Unido, o país abriga um ecossistema sólido de festivais alternativos e regionais que sustentam a música ao vivo como ativo econômico e cultural.

O Brasil na Rota Definitiva dos Grandes Festivais

O Brasil deixou de ser apenas uma parada eventual de grandes turnês internacionais para se consolidar como um dos mercados mais estratégicos da música ao vivo no mundo. O país passou a integrar, de forma definitiva, o calendário global dos festivais — movimento impulsionado por público fiel, escala urbana, diversidade cultural e uma indústria cada vez mais profissionalizada.

O Rock in Rio, o Lollapalooza Brasil e o Primavera Sound São Paulo são alguns dos eventos que reforçam a posição do Brasil no cenário mundial. Além disso, o país abriga uma constelação de grandes eventos dedicados à música brasileira, como o Festival de Verão Salvador e o Planeta Atlântida.

A Força Econômica da Música ao Vivo no Brasil

Os números ajudam a dimensionar o peso da música ao vivo na economia criativa brasileira. De acordo com a ANAFIMA, o PIB da música no Brasil atingiu R$ 116 bilhões em 2024, consolidando o setor como um dos mais relevantes dentro da indústria cultural do país.

A música ao vivo respondeu por uma movimentação estimada em R$ 94 bilhões, evidenciando o protagonismo das experiências presenciais no consumo musical. O consumo no setor de eventos de cultura e entretenimento alcançou R$ 131,8 bilhões ao longo de 2024, crescimento de 6,2% em relação ao ano anterior.

Esses indicadores revelam a amplitude da engrenagem econômica que gira em torno da música ao vivo, conectando bilheteria, turismo, hotelaria, transporte, alimentação e serviços associados. Trata-se de um ecossistema que extrapola o palco e se espalha por cidades inteiras, gerando empregos, atraindo investimentos e consolidando eventos musicais como ativos estratégicos de desenvolvimento cultural e econômico.

  • O mercado mundial de shows, turnês e festivais ultrapassou a marca dos US$ 34 bilhões em 2024.
  • Os festivais de música se afirmam como protagonistas absolutos, concentrando público, artistas, marcas e mídia em poucos dias.
  • O Brasil se consolidou como um dos mercados mais estratégicos da música ao vivo no mundo.
  • A música ao vivo respondeu por uma movimentação estimada em R$ 94 bilhões no Brasil em 2024.
  • O consumo no setor de eventos de cultura e entretenimento alcançou R$ 131,8 bilhões ao longo de 2024.

Este conteúdo pode conter links de compra.

Fonte: link