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Favela de Belo Horizonte tem destaque em relatório global da ONU sobre habitação

Destaque Internacional para Favela de Belo Horizonte

Um relatório recente da ONU (Organização das Nações Unidas) destacou um programa de revitalização de favelas no Brasil como modelo de solução habitacional no mundo. A comunidade de Izidora, no norte de Belo Horizonte (MG), é um exemplo de sucesso, com um enorme plano de urbanização sustentável em andamento.

De acordo com a ONU, os programas brasileiros de favelas “ilustram uma mudança de paradigma, afastando-se dos despejos e da erradicação de favelas, políticas que, segundo o relatório, muitas vezes agravaram a pobreza e a exclusão social”. Em vez de promover remoções, o programa de assentamentos humanos da ONU (UN-Habitat) adota a estratégia de “melhoria in situ”, que consiste em qualificar a infraestrutura urbana.

Exemplos de Sucesso

A abordagem inclui a melhoria de vias, sistemas de saneamento e drenagem, além da requalificação habitacional. Os resultados vão desde reformas habitacionais em São Paulo até obras de drenagem em Recife e a implantação de um teleférico no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

A favela de Izidora reúne aproximadamente 5 mil famílias e é um exemplo de como a comunidade pode se organizar e lutar por melhorias. O Plano de Urbanização Sustentável de Izidora começou em 2025, com a ajuda de moradores como Josimar das Dores Coelho, que se estabeleceu no local em 2011.

  • A favela de Izidora é um exemplo de sucesso de urbanização sustentável.
  • O programa de assentamentos humanos da ONU adota a estratégia de “melhoria in situ”.
  • A abordagem inclui a melhoria de vias, sistemas de saneamento e drenagem, além da requalificação habitacional.

O Problema da Moradia no Mundo

Segundo dados da ONU, cerca de 1,2 bilhão de pessoas vivem atualmente em assentamentos precários ou favelas em todo o mundo. Além disso, 318 milhões estão em situação de rua e uma em cada quatro pessoas não tem acesso à água potável gerida de forma segura.

O relatório defende que governos de todo o mundo reforcem a proteção contra despejos forçados, reconheçam diferentes formas de posse da terra e ampliem a participação das comunidades nos processos de tomada de decisão. A habitação deve ser colocada no centro da agenda climática, lembrando que os edifícios respondem por cerca de 37% das emissões globais de gases de efeito estufa.

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