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Fatores sociais influenciam o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças

Uma pesquisa recente divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revelou que fatores sociais, como a sobrecarga materna, o preço atraente e componentes afetivos, estão impulsionando o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas brasileiras.

O estudo entrevistou cerca de 600 famílias de três comunidades urbanas do país e encontrou que, apesar de 84% dos entrevistados se considerarem muito preocupados em oferecer uma alimentação saudável, em metade dos lares os alimentos ultraprocessados faziam parte do lanche das crianças.

Os produtos ultraprocessados mais presentes nas casas foram iogurte com sabor, embutidos, biscoito recheado, refrigerante e macarrão instantâneo. Esses alimentos são resultado da mistura de ingredientes naturais com aditivos químicos, o que permite a fabricação de produtos de baixo custo, longa durabilidade e com sabores intensos.

Entre os fatores que contribuem para o consumo desses alimentos, destacam-se:

  • Sobrecarga materna: 87% das mães exerceram a tarefa de comprar e servir o alimento às crianças, e 82% delas também foram responsáveis pela preparação.
  • Desconhecimento: muitos alimentos que se enquadram na categoria de ultraprocessados foram apontados como saudáveis pela maioria dos entrevistados.
  • Preço baixo: a maioria das famílias considera que os sucos de caixinha, salgadinhos e refrigerantes são baratos, enquanto legumes e verduras são considerados caros.

Além disso, a pesquisa identificou um componente afetivo, onde as famílias associam os alimentos ultraprocessados a uma infância feliz, pois não tinham dinheiro para comprar esses alimentos quando eram crianças.

As recomendações do estudo incluem fortalecer a regulação de alimentos ultraprocessados, expandir creches e escolas em tempo integral, fortalecer a orientação alimentar nos serviços de saúde, apoiar iniciativas e lideranças comunitárias e investir em comunicação para mudança de comportamento.

É fundamental que as famílias tenham acesso a informações precisas e confiáveis sobre a alimentação saudável e que as escolas desempenhem um papel importante na promoção de hábitos saudáveis.

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