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Evolução rápida e nunca antes vista foi observada nesta flor devido à crise climática

Evolução Rápida de Flor Silvestre em Resposta à Crise Climática

Um estudo recente publicado na revista científica Science revelou que a flor-de-macaco-escarlate (Mimulus cardinalis) é capaz de evoluir de forma anormalmente rápida para se recuperar de secas extremas associadas à crise climática. Essa flor silvestre, nativa do oeste da América do Norte, é conhecida por sua cor vermelha vibrante e por atrair beija-flores.

Equipes das Universidades de Cornell e da Colúmbia Britânica (UBC) estudaram 55 populações da espécie, incluindo antes e durante a seca de 2012, a mais extrema já registrada na região dos estados americanos de Oregon e Califórnia. A pesquisa mostrou que, embora várias das populações monitoradas tenham sido extintas localmente, outras foram capazes de evoluir de forma rápida diante de estresses climáticos, recuperando-se das secas.

Resultados da Pesquisa

Os cientistas coletaram amostras genéticas das folhas e sementes antes e durante a grande seca, o que permitiu que encontrassem pistas dos diferentes comportamentos das populações de flor-de-macaco-escarlate. As populações de plantas que evoluíram mais rapidamente tinham marcadores genéticos favorecidos em ambientes quentes e secos, como plantas que perdiam menos água pelas folhas enquanto capturavam carbono por meio da fotossíntese.

  • As três populações que se saíram particularmente bem tinham uma maior adaptação nos locais genéticos associados ao clima.
  • A pesquisa documentou o que os pesquisadores chamam de “resgate evolutivo”, que é quando o declínio populacional devido ao estresse climático é seguido por uma rápida evolução genética, que, consequentemente, gera a recuperação populacional de uma espécie.
  • Os resultados promissores abrem margem para estudos com outras espécies, podendo servir para o planejamento da conservação de espécies de plantas silvestres.

De acordo com Daniel Anstett, professor na Universidade de Cornell e um dos autores do estudo, “essa é a bola de cristal que podemos usar para prever o futuro. Identificar os genes envolvidos nessa evolução nos ajudaria a entender quais características permitem que as populações sobrevivam a esses períodos prolongados de seca”.

Amy Angert, professora na UBC e uma das autoras do artigo, destaca que “nossa pesquisa mostra que, para a flor-de-macaco, e provavelmente para plantas silvestres semelhantes, elas conseguem, de fato, acompanhar o ritmo e se ‘resgatar’ de climas extremos por meio da evolução”.

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