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Estudo pode revolucionar a maneira como humanos regeneram partes do corpo

Estudo pode revolucionar a maneira como humanos regeneram partes do corpo

Uma pesquisa realizada no Instituto Max Planck fez uma descoberta interessante sobre a maneira como anfíbios regeneram partes do corpo. Os cientistas apontam que a resposta está em um elemento simples: o oxigênio. Mais especificamente, na interação entre a proteína HIF1A e o oxigênio.

Essa proteína é determinante para a cicatrização e regeneração do nosso corpo. Níveis baixos de oxigênio estabilizam a HIF1A, iniciando a cicatrização. Mas a proteína é desestabilizada em contato com níveis normais de oxigênio atmosférico, encerrando a resposta regenerativa.

Os cientistas analisaram o comportamento da HIF1A em ambientes com diferentes taxas de oxigênio e descobriram que mamíferos têm um “potencial regenerativo oculto”. Quando expostos a níveis baixos de oxigênio, embriões de camundongo cicatrizam feridas rapidamente e começam a mostrar sinais iniciais de reconstrução de membros.

Descobertas importantes

  • As células de certos anfíbios não reagem como as nossas quando entram em contato com o oxigênio.
  • Girinos de rã mantêm atividade estável de HIF1A e permanecem em estado regenerativo mesmo em ambientes com taxas altas de oxigênio.
  • Os cientistas apontam que, se for encontrada uma maneira de “manipular a percepção de oxigênio”, isso abriria caminho para uma grande ampliação da capacidade regenerativa dos mamíferos.

O estudo também explica que as descobertas realizadas não dão a entender que o corpo humano seja capaz de reconstruir membros inteiros após uma amputação. No entanto, é possível que aponte caminhos animadores a respeito de regeneração de tecidos do nosso corpo.

“Nossos resultados mostram que programas regenerativos podem ser acionados em tecidos de mamíferos e começam a delinear um caminho claro e testável para promover a regeneração de membros em mamíferos adultos”, diz Can Aztekin, cientista que lidera o estudo.

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