Estudo aponta por que as relações sexuais tendem a diminuir na menopausa
O ano de 2025 foi marcado por discussões sobre a sexualidade na menopausa, trazendo à tona temas como a queda do desejo, o ressecamento vaginal e a dor durante a relação. Um estudo recente publicado na revista científica estadunidense Menopause trouxe uma importante provocação: a mulher faz menos sexo na menopausa porque o desejo cai ou o desejo cai porque transar fica dolorido?
O problema não é falta de interesse, mas sim desconforto. A deficiência de estrogênio durante e após a menopausa provoca mudanças nos tecidos da vulva e da vagina, levando a sintomas como coceira, ardência, dor e alterações urinárias. Esses sintomas são uma das razões mais comuns para a redução da atividade sexual com o passar dos anos.
Entretanto, o estudo mostrou que a atividade sexual regular pode ajudar a reduzir dor, irritação e ressecamento vulvovaginal em mulheres entre 40 e 79 anos. Além disso, o orgasmo e a satisfação sexual não parecem diminuir com a idade, mesmo quando o desejo e a lubrificação caem.
A pesquisa avaliou mais de 900 mulheres e comparou aquelas que tiveram relações sexuais nos três meses anteriores ao estudo com outras com vida sexual menos frequente. O resultado mostrou que as do primeiro grupo relataram menos sintomas dolorosos, como secura vaginal, ardência e dor vulvar.
Segundo a dra. Monica Christmas, diretora médica associada da Sociedade da Menopausa, os resultados do estudo reforçam a necessidade de diagnóstico e tratamento adequados da síndrome geniturinária da menopausa. A terapia vaginal com estrogênio em baixa dose é segura e altamente eficaz no alívio dos sintomas vulvovaginais que contribuem para a dor e levam mulheres a evitarem a relação sexual.
Alguns pontos importantes a serem considerados:
- A atividade sexual regular pode ajudar a reduzir dor e ressecamento vulvovaginal.
- O orgasmo e a satisfação sexual não parecem diminuir com a idade.
- A terapia vaginal com estrogênio em baixa dose é segura e eficaz no alívio dos sintomas vulvovaginais.
É fundamental que as mulheres sejam informadas e tratadas adequadamente para que possam desfrutar de uma vida sexual saudável e prazerosa, independentemente da idade. A saúde sexual é um direito de todas as mulheres e deve ser priorizada.
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