Descoberta Arqueológica na Itália
Arqueólogos no sul da Sicília fizeram uma descoberta notável ao encontrar um estilete de osso de cerca de 2.500 anos que representa o deus grego Dionísio com um pênis ereto. O objeto foi encontrado na antiga cidade de Gela, uma colônia grega fundada no século 7 a.C.
O estilete em questão é um instrumento pontiagudo usado para escrever ou marcar superfícies de argila ou cera, medindo 13,2 centímetros e foi esculpido com grande refinamento. Na parte superior, apresenta uma cabeça masculina com expressão carrancuda; no centro, um falo ereto cuidadosamente talhado. Segundo os arqueólogos, o conjunto sugere a representação de um herma de Dionísio, uma forma escultórica típica da Grécia Antiga.
Características e Significado
Os hermas eram esculturas geralmente formadas por um bloco vertical com uma cabeça esculpida e genitália masculina explícita. Comuns em cruzamentos, fronteiras, entradas de casas e templos, esses objetos tinham função apotropaica, ou seja, serviam para afastar o mal e estavam associados à fertilidade, à proteção e à ordem social.
No caso do estilete de Gela, os pesquisadores acreditam que ele possa ter sido utilizado inicialmente por um ceramista para marcar peças de cerâmica. Em um segundo momento, o objeto pode ter sido oferecido como oferta ritual a uma divindade, reforçando a ligação entre trabalho artesanal, escrita e devoção religiosa.
Descoberta e Preservação
O achado ocorreu durante escavações mais amplas na região, que também revelaram um extenso bairro da era helenística, datado entre os séculos 4 e 1 a.C. As pesquisas ainda estão em andamento, e os arqueólogos esperam que novas descobertas ajudem a compreender melhor o cotidiano, as práticas religiosas e a organização urbana da antiga Gela.
Devido às suas características únicas, o estilete deve ser exibido e disponibilizado para o deleite do público. O pequeno objeto, ao mesmo tempo funcional e simbólico, oferece uma janela singular para a forma como os gregos antigos integravam sexualidade, religião e vida cotidiana até mesmo nos instrumentos usados para escrever, como uma caneta especial.
Além do estilete, as investigações arqueológicas preventivas também levaram à identificação de um amplo bairro da era helenística, entre os séculos 4 e 1 a.C., que segue em processo de escavação. Os arqueólogos esperam que o conjunto das descobertas contribua para ampliar o conhecimento sobre a ocupação urbana, as práticas produtivas e a vida religiosa da antiga Gela.
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