Uma Nova Abordagem para o Crescimento das Plantas: O Uso do Som
As plantas têm a capacidade de perceber vibrações no ambiente e responder a esses estímulos, mesmo não tendo ouvidos. Essa capacidade é explorada pela startup Haivya, que desenvolveu uma tecnologia para acelerar o crescimento das plantas usando som. A empresa utiliza sequências de frequências sonoras específicas para cada espécie e fase do desenvolvimento da planta, visando aumentar a produtividade, reduzir o consumo de água e alterar características bioquímicas sem o uso de produtos químicos ou engenharia genética.
A tecnologia, batizada de Protocolo de Cultivo e Comunicação Bioacústica (BCCP), utiliza sons e frequências em camadas, reproduzidos em alto-falantes com intensidade inferior a 80 decibéis. O protocolo começa na germinação e acompanha toda a vida da planta, modificando as frequências para estimular diferentes respostas. A Haivya afirma ter testado a tecnologia em sete espécies, apresentando resultados promissores, como aumento da produtividade, redução do consumo de água e alterações bioquímicas.
Resultados dos Testes
- Soja: 46% mais vagens em estágio inicial de desenvolvimento e maturidade reprodutiva mais rápida e uniforme.
- Manjericão: 45,6% aumento na produção de biomassa e florescimento acelerado.
- Pimenta jalapeño: 171% aumento na quantidade de frutos.
- Pimentões: alteração temporária da pigmentação, produzindo mais antocianinas.
Embora os resultados sejam promissores, a ciência ainda não sabe exatamente como as plantas transformam as vibrações em respostas bioquímicas. A hipótese é que canais iônicos presentes nas células vegetais possam responder às vibrações físicas, controlando a entrada e saída de íons. No entanto, essa explicação ainda não foi comprovada.
A Haivya apresentou resultados obtidos em experimentos avaliados por pesquisadores externos, como um aumento de 25,6% no desenvolvimento das raízes de cannabis e um aumento de 90% na biomassa comercializável em outro ensaio. No entanto, os resultados ainda não foram analisados por cientistas independentes e publicados em uma revista científica, o que amplia a necessidade de novas pesquisas nessa linha no futuro.
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