Entenda por Que a Tripulação da Artemis II Vai Pousar no Mar
A missão Artemis II está prestes a encerrar um capítulo importante da exploração espacial, com a cápsula Orion pousando no oceano Pacífico, próximo a San Diego, na Califórnia. Muitas pessoas se perguntam por que a NASA escolheu o pouso no mar, em vez de em solo firme, como os antigos ônibus espaciais ou os foguetes da SpaceX.
Existem vários motivos importantes para essa escolha. Um deles é a gestão de energia cinética e peso. A cápsula Orion está retornando da Lua, o que significa que ela entra na atmosfera a uma velocidade de aproximadamente 40 mil km/h, gerando um calor extremo e uma energia cinética colossal. A água funciona como um absorvedor de energia natural, eliminando a necessidade de sistemas de pouso pesados e permitindo que a nave carregue mais combustível ou suprimentos para os astronautas.
Outro motivo é o design da cápsula. A Orion é projetada para ser estável durante a queda livre e a descida de paraquedas, e não tem asas para gerar sustentação e planar até uma pista. Para pousar em terra com uma cápsula, seriam necessários airbags gigantescos ou motores de pouso disparados no último segundo, o que aumentaria o risco de falhas mecânicas.
Além disso, a logística de reutilização também é um fator importante. A Orion foi projetada para ser parcialmente reutilizada, e a recuperação no mar permite que navios de grande porte, equipados com centros médicos completos, cheguem rapidamente à cápsula, garantindo que os astronautas recebam atendimento imediato após passarem dias em microgravidade.
É comum a confusão com a SpaceX, que pousa seus propulsores Falcon 9 verticalmente. No entanto, esses foguetes pousam após entregar a carga na órbita baixa, com muito menos velocidade. Já a cápsula Crew Dragon da SpaceX, quando retorna com astronautas, também utiliza o mar para o pouso, reforçando que, para o transporte humano atual, o oceano continua sendo o “colchão” mais seguro do planeta.
Os principais motivos para o pouso no mar podem ser resumidos da seguinte forma:
- Gestão de energia cinética e peso: a água funciona como um absorvedor de energia natural, eliminando a necessidade de sistemas de pouso pesados.
- Design da cápsula: a Orion é projetada para ser estável durante a queda livre e a descida de paraquedas, e não tem asas para gerar sustentação e planar até uma pista.
- Logística de reutilização: a recuperação no mar permite que navios de grande porte, equipados com centros médicos completos, cheguem rapidamente à cápsula, garantindo que os astronautas recebam atendimento imediato.
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