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Entenda o hikikimori, fenômeno de isolamento social entre jovens

Entenda o Hikikimori, Fenômeno de Isolamento Social entre Jovens

O hikikimori é um fenômeno de isolamento social que afeta uma parcela de jovens, levando-os a trocar a convivência social por um isolamento profundo. Esse comportamento extremo é um alerta para a saúde mental e foi descrito pela primeira vez no Japão, onde o nome “hikikimori” significa “isolado em casa”.

O quadro se refere a casos em que adolescentes e adultos jovens passam semanas, meses ou até anos reclusos em um único ambiente, evitando todo tipo de interação presencial e mantendo contato com o mundo quase exclusivamente por meio de telas. De acordo com o psiquiatra Alfredo Maluf, do Einstein Hospital Israelita, o hikikimori é uma situação grave que atinge de 1% a 2% dos adolescentes no Japão, mas ainda não há uma estimativa epidemiológica bem estabelecida para o restante do mundo.

Características e Fatores de Risco

O hikikimori pode se manifestar de duas formas: primária, quando ocorre de maneira isolada, sem associação com outros transtornos mentais; ou secundária, quando está ligado a condições como depressão, ansiedade, fobia social, esquizofrenia ou transtornos do neurodesenvolvimento. Diversos fatores de risco estão envolvidos, incluindo:

  • Baixa autoestima
  • Dificuldades de socialização
  • Histórico de bullying
  • Traumas na infância
  • Dinâmicas familiares disfuncionais

Além disso, o uso excessivo de telas pode contribuir para o quadro ao favorecer padrões de dependência, com sintomas como irritabilidade, ansiedade e dificuldade de lidar com frustrações fora do ambiente virtual.

Sinais de Alerta e Tratamento

Os sinais de alerta costumam aparecer de forma gradual, incluindo afastamento progressivo de atividades sociais, desinteresse por interações presenciais, alterações no sono, irritabilidade e aumento significativo do tempo online. O tratamento exige uma abordagem ampla e individualizada, baseada no histórico do paciente, e pode incluir intervenções psicoterapêuticas, como a terapia cognitivo-comportamental, e o uso de medicamentos, dependendo dos sintomas apresentados.

O envolvimento da família é fundamental no processo de tratamento, e estratégias baseadas no acolhimento, e não na pressão, tendem a ser mais eficazes para reconstruir vínculos e estimular, gradualmente, a retomada da vida social.

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