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Empresa de motorista recebeu milhões em campanhas do PT e levanta suspeitas em prestações de contas eleitorais

Empresa de Motorista Recebeu Milhões em Campanhas do PT

A Focal Confecção e Comunicação, uma empresa com capital social de apenas R$ 30 mil, recebeu cerca de R$ 25 milhões da campanha da presidente Dilma Rousseff. A empresa, que tem como sócio um motorista com salário de R$ 2 mil, foi apontada em análises do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por irregularidades em notas fiscais.

A Focal é uma antiga fornecedora de campanhas petistas e tem um histórico de vínculos com o PT. A empresa foi contratada para fornecer material gráfico e montar palanques para a campanha de Dilma, e recebeu pagamentos porque prestou serviços para a reeleição da presidente.

Sócios com Baixa Renda Formal

Os sócios da Focal incluem Elias Silva de Mattos, um motorista que recebia cerca de R$ 2 mil por mês, e Carla Regina Cortegoso, que é filha do empresário Carlos Cortegoso. Carlos Cortegoso foi mencionado nas investigações do mensalão como um dos recebedores de dinheiro do esquema.

A presença de um motorista entre os sócios da firma levantou suspeitas sobre a relação entre a empresa e o PT. O tesoureiro da campanha de Dilma, deputado estadual Edinho Silva (PT), defendeu que não cabe à equipe de campanha conhecer detalhes do quadro de sócios de um fornecedor antes de contratá-lo.

Prestações de Contas Eleitorais

A Focal recebeu gastos de R$ 23,9 milhões da campanha de Dilma, enquanto as demais campanhas registraram gastos de R$ 1,6 milhão com a empresa. A campanha de Dilma registrou despesas com a Focal para fornecimento de material gráfico e montagem de palanques.

  • A Focal Confecção e Comunicação recebeu cerca de R$ 25 milhões da campanha da presidente Dilma Rousseff.
  • A empresa tem como sócio um motorista com salário de R$ 2 mil.
  • A Focal foi apontada em análises do TSE por irregularidades em notas fiscais.

O caso da Focal levanta suspeitas sobre a relação entre a empresa e o PT, e sobre a transparência das prestações de contas eleitorais. O tesoureiro da campanha de Dilma defendeu que não há ilegalidade nas contas, mas a presença de um motorista entre os sócios da firma e a falta de transparência sobre o quadro de sócios da empresa levantam questionamentos sobre a relação entre a empresa e o PT.

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