O Crescimento do Carnaval de Rua em São Paulo
O carnaval de rua de São Paulo experimentou um crescimento impressionante nos últimos 15 anos, passando de 20 blocos em 2012 para mais de 600 blocos atualmente. Esse aumento é um reflexo da popularidade e da importância cultural do evento na cidade.
Entre os blocos que se destacam está o Pagu, fundado há dez anos, que conta com uma bateria exclusivamente feminina. No entanto, os organizadores do Pagu e de outros blocos tradicionais criticam a prefeitura por priorizar a visão comercial em detrimento da cultural, o que coloca os blocos menores em desvantagem em relação aos megablocos comandados por artistas consagrados.
Desafios e Propostas
Um dos principais desafios enfrentados pelos blocos é a divulgação tardia de horários e trajetos por parte da prefeitura, o que dificulta a captação de recursos com patrocinadores. Além disso, a concorrência por patrocínio com megablocos e artistas internacionais torna-se cada vez mais intensa.
Para resolver esses problemas, os blocos tradicionais propõem a divisão do patrocínio em mais de uma grande marca, com cotas baixas, e mais verba direcionada do imposto recolhido no ano anterior. Além disso, eles cobram mais antecedência para que os blocos consigam correr atrás dos recursos e mais diálogo com a prefeitura.
- A divisão do patrocínio em mais de uma grande marca pode ajudar a reduzir a concorrência e garantir mais recursos para os blocos menores.
- Aumentar a verba direcionada do imposto recolhido no ano anterior pode ajudar a financiar os blocos e garantir a continuidade do carnaval de rua.
- Mais antecedência e diálogo com a prefeitura podem ajudar a resolver os problemas de divulgação tardia de horários e trajetos e garantir mais recursos para os blocos.
A prefeitura, por sua vez, reiterou que a responsabilidade de se viabilizarem economicamente por meio de patrocínio é dos organizadores de blocos e que a infraestrutura foi projetada para atender integralmente a realização do carnaval de rua.
No entanto, os blocos tradicionais continuam a lutar por uma visão mais cultural e menos comercial do carnaval de rua, e por mais apoio e recursos para garantir a continuidade do evento.
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