Eletrônicos mais baratos? Veja impactos do acordo Mercosul-UE no seu bolso
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia entrou em vigor e se tornou a maior resolução comercial já negociada pelo bloco sul-americano. O texto prevê a redução de tarifas de importação sobre produtos industriais, como eletrodomésticos e eletrônicos, o que pode impactar mais de 700 milhões de consumidores.
Com as mudanças, uma dúvida surgiu entre consumidores: afinal, notebooks, smartphones e outros dispositivos vão ficar mais baratos no Brasil? Para esclarecer, especialistas do direito tributário e economistas afirmam que o impacto não será imediato, pois o acordo estabelece a eliminação progressiva de tarifas sobre cerca de 91% dos produtos europeus ao longo de até 15 anos.
Impacto nos preços
O entusiasmo popular com o acordo é compreensível, mas entre a redução tarifária e o valor final na prateleira, existe uma cadeia complexa que envolve câmbio, logística, margens de distribuição e, principalmente, a carga tributária interna brasileira. A redução tarifária cria um ambiente mais favorável à competitividade, mas não necessariamente implica uma queda imediata ou uniforme de preços no varejo.
- Eletrônicos podem custar mais barato por causa do Acordo Mercosul-UE, mas o impacto não será imediato.
- A indústria nacional de eletrônicos não adquire insumos da União Europeia, então o impacto pode ser limitado.
- Produtos com cadeias logísticas mais estruturadas, como periféricos, equipamentos de rede e notebooks corporativos, podem absorver reduções de custo mais rapidamente.
Produtos que podem ficar mais baratos
Se o impacto sobre smartphones e notebooks populares tende a ser limitado no curto prazo, há segmentos em que os efeitos do acordo podem aparecer mais rapidamente. Isso acontece principalmente em setores onde a Europa já é competitiva na comparação com outros continentes, como:
- Equipamentos de automação industrial
- Tecnologia agrícola
- Equipamentos médicos
- Infraestrutura de redes e telecomunicações
O acordo pode acelerar a chegada de novas tecnologias ao Brasil, especialmente em áreas como automação, telecomunicações e infraestrutura digital.
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