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Ejacular com frequência pode aumentar fertilidade em homens? Estudo diz que sim

Ejacular com frequência pode aumentar fertilidade em homens?

Um estudo recente liderado por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sugere que a ejaculação mais frequente pode melhorar a qualidade do esperma e, potencialmente, aumentar as chances de fertilização. Essa descoberta questiona as orientações tradicionais da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomendam entre dois e sete dias de abstinência antes da coleta de sêmen para exames ou procedimentos de reprodução assistida.

Os pesquisadores analisaram dados de 115 estudos com 54.889 homens e 56 pesquisas envolvendo 30 espécies animais, e encontraram um padrão consistente: o esperma armazenado no organismo tende a se deteriorar com o tempo, em um fenômeno conhecido como senescência espermática pós-meiótica. Isso está associado a danos ao DNA, aumento do estresse oxidativo e redução da motilidade e viabilidade dos espermatozoides.

Qualidade versus quantidade

Historicamente, as diretrizes médicas priorizaram a concentração de espermatozoides nas amostras, o que favorece períodos mais longos de abstinência. No entanto, essa lógica pode não refletir o cenário mais relevante para a fertilização. A qualidade do esperma é mais importante do que a quantidade, especialmente em técnicas como a fertilização in vitro (FIV), nas quais a integridade genética e a motilidade dos espermatozoides desempenham papel central.

Os dados analisados reforçam que períodos prolongados sem ejaculação tendem a agravar os efeitos negativos sobre a qualidade do esperma. Um ensaio clínico recente encontrou que a coleta de sêmen após menos de 48 horas de abstinência pode melhorar significativamente os resultados dos procedimentos de FIV.

Implicações evolutivas

O estudo também amplia a compreensão sobre como o armazenamento de espermatozoides varia entre os sexos. Em diversas espécies, as fêmeas apresentam maior capacidade de preservar a viabilidade espermática ao longo do tempo, graças a adaptações evolutivas específicas. Esses mecanismos podem inspirar avanços tecnológicos no armazenamento artificial de sêmen.

Os especialistas sugerem que médicos e pacientes reconsiderem a ideia de que a abstinência prolongada é sempre benéfica. Um equilíbrio entre quantidade e qualidade é necessário, especialmente em contextos clínicos, onde a tendência é valorizar cada vez mais amostras de esperma coletadas mais recentemente.

  • A ejaculação mais frequente pode melhorar a qualidade do esperma e aumentar as chances de fertilização.
  • A abstinência prolongada pode agravar os efeitos negativos sobre a qualidade do esperma.
  • A qualidade do esperma é mais importante do que a quantidade, especialmente em técnicas como a FIV.

As descobertas podem influenciar não apenas a medicina reprodutiva humana, mas também programas de conservação de espécies ameaçadas, ao oferecer novas estratégias para otimizar o uso de material genético.

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