Dior e a Arte de Lynda Benglis: Uma Coleção de Alta Costura no Musée Rodin
A Dior apresentou sua segunda coleção de haute couture no Musée Rodin, em Paris, com uma homenagem especial à escultora americana Lynda Benglis. Jonathan Anderson, diretor criativo da Dior, foi inspirado pelo trabalho de Benglis e criou uma coleção que traduz suas esculturas em alta costura.
A coleção da Dior responde ao trabalho de Benglis, que é conhecida por criar formas tridimensionais a partir de materiais bidimensionais. Anderson argumenta que a alta costura faz o mesmo com o tecido, transformando-o em formas e estruturas únicas. Os resultados são xales cinzas, tops em bronze e ouro e vestidos prateados com laços assimétricos que ecoam as formas tensas das esculturas de parede de Benglis.
Além disso, a coleção inclui acessórios de cabeça que lembram as esculturas mais volumosas de Benglis e bolsas colaborativas. Uma referência direta é o look 24, que é quase uma tradução literal de “Zanzidae, From the Peacock Series” (1979), obra inspirada nas aves que Benglis observou em Ahmedabad, na Índia.
Anderson elogiou Benglis, dizendo que ela é uma gênio e que sua forma de olhar para a forma é quase muscular. Ele também destacou que Benglis estava à frente de seu tempo e que apenas nos últimos dez anos as pessoas começaram a perceber o que ela havia feito.
- A coleção da Dior foi apresentada no Musée Rodin, em Paris.
- A inspiração veio do trabalho da escultora americana Lynda Benglis.
- A alta costura foi usada para traduzir as esculturas de Benglis em formas e estruturas únicas.
A colaboração entre a Dior e Lynda Benglis é um exemplo de como a moda e a arte podem se encontrar e criar algo novo e inovador. A coleção da Dior é um tributo à criatividade e à visão de Benglis, e é um lembrete de que a arte e a moda podem se inspirar mutuamente.
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