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Dieta com aveia diminuiu colesterol ruim em apenas 2 dias, diz estudo

Dieta com Aveia: Uma Abordagem Inovadora para Reduzir o Colesterol Ruim

Um estudo recente publicado na revista Nature Communications revelou que uma dieta baseada em aveia, consumida por apenas dois dias, pode reduzir significativamente a concentração de lipoproteína de baixa densidade (LDL), conhecida como “colesterol ruim”. Essa descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, que investigaram os efeitos de uma intervenção curta e intensiva sobre o metabolismo, a microbiota intestinal e fatores de risco cardiovascular.

No estudo, 17 participantes com síndrome metabólica seguiram uma dieta composta por cerca de 300 gramas diárias de aveia, preparada com água, ao longo de dois dias consecutivos. Os resultados mostraram uma redução média de aproximadamente 10% nos níveis de colesterol LDL, além de perda de peso em torno de 2 kg. Houve também melhora na pressão arterial e em parâmetros associados à saúde intestinal.

Benefícios Metabólicos Prolongados

Os efeitos não foram apenas imediatos. As melhorias metabólicas permaneceram detectáveis até seis semanas após o término da dieta, mesmo sem a manutenção do regime restritivo. Isso sugere que a intervenção curta e intensiva pode ter um impacto duradouro na saúde metabólica.

Em comparação, outro grupo de 17 participantes adicionou 80 gramas de aveia por dia à alimentação habitual durante seis semanas, mas os benefícios foram significativamente menores. Isso indica que o impacto observado está associado à fase curta e intensiva da intervenção, e não apenas ao aumento do consumo do cereal.

Papel da Microbiota Intestinal

Os autores do estudo sugerem que as alterações na microbiota intestinal são um dos principais mecanismos por trás dos resultados. A aveia contém fibras e compostos bioativos que interagem com bactérias do intestino, produzindo metabólitos capazes de influenciar processos inflamatórios e lipídicos no organismo.

As análises mostraram aumento na produção de ácido ferúlico, um polifenol liberado a partir da fermentação de componentes da aveia no intestino. Estudos anteriores já haviam associado esse composto à redução do colesterol, e o novo estudo reforça essa relação.

Os participantes que apresentaram maior elevação nos níveis de ácido ferúlico foram justamente aqueles que tiveram as maiores quedas no colesterol total e no LDL. Isso sugere uma ligação direta entre a resposta da microbiota ao consumo exclusivo de aveia e os benefícios metabólicos observados.

Estratégia Contra a Síndrome Metabólica

Todos os voluntários incluídos no estudo tinham síndrome metabólica, condição caracterizada por excesso de peso, dislipidemia, hipertensão e alterações na glicemia, e que está associada a maior risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

Os pesquisadores defendem que a aveia, por ser rica em fibras solúveis, vitaminas, minerais e polifenóis com ação anti-inflamatória, pode representar uma ferramenta nutricional relevante para esse grupo. A principal novidade é a demonstração de que uma intervenção alimentar muito curta pode desencadear efeitos metabólicos prolongados, possivelmente mediados pela microbiota intestinal.

Apesar dos resultados promissores, os autores ressaltam que a estratégia não deve ser adotada indiscriminadamente sem orientação profissional. Estudos adicionais são necessários para avaliar a aplicabilidade do protocolo em diferentes perfis populacionais.

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