Dia do Idoso: os 70 são os novos 50?
O Dia Internacional do Idoso é um momento especial para refletir sobre os paradoxos da maturidade feminina. A queda nas taxas de fecundidade e o aumento da expectativa de vida com o envelhecimento populacional representam um desafio significativo, e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para repensar nossos comportamentos, valores e estilo de vida e planejar o nosso futuro.
Atualmente, mais de 81% dos brasileiros vivem até os 65 anos, e mais de 52% alcançam os 80. Em 2006, a população com mais de 60 ultrapassou o número de crianças de zero a cinco anos. Em 2023, o número de brasileiros acima dos 70 foi maior que o de crianças.
Expectativa de Vida e Saúde
A pesquisa Attitudes to Ageing 2025, realizada pela Ipsos em 32 países, revela que os brasileiros acreditam que viverão, em média, até os 80 anos. A esperança de viver mais, de forma saudável e feliz, pode funcionar como um poderoso estímulo para melhorar a qualidade de vida, transformando-se em uma profecia autorrealizável.
Além disso, o relatório World Economic Outlook do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 2025, destaca melhorias significativas nas capacidades físicas e cognitivas de pessoas com mais de 50 anos. A capacidade funcional das pessoas de mais idade tem melhorado ao longo do tempo.
Os 70 são os novos 50?
Uma pesquisa realizada em 41 países indicou que, em média, uma pessoa de 70 anos em 2022 apresentava a mesma capacidade cognitiva de uma de 53 em 2000. Esse fenômeno está sendo descrito como “os 70 anos são os novos 50”. Hoje, pessoas de 70 anos têm melhor saúde física, mental e autonomia do que seus pais ou avós tinham aos 50.
Doenças antes incapacitantes estão sendo controladas ou postergadas. Cirurgias, medicamentos, terapias e reabilitação ajudam a preservar a funcionalidade por mais tempo. Há muito mais pessoas de idade avançada praticando atividade física, estudando, namorando, viajando, empreendendo e até começando uma nova carreira.
Elementos para uma Vida Saudável e Feliz
E quais são os elementos mais importantes para, além de termos mais anos de vida, termos mais saúde e felicidade na maturidade? A resposta está no Harvard Study of Adult Development, um dos mais abrangentes estudos longitudinais já realizados sobre saúde, bem-estar e felicidade.
A conclusão mais famosa do estudo de Harvard é que as pessoas mais conectadas socialmente são mais felizes, vivem mais e têm melhor saúde física e mental. A qualidade dos relacionamentos é o melhor preditor de saúde, longevidade e felicidade.
Relações estáveis e de apoio ajudam a manter a função cognitiva e a ter menor risco de doenças degenerativas na velhice. Não é a quantidade de amigos e amigas que importa, mas a profundidade, confiança e o apoio emocional que fazem diferença para uma vida mais longa, saudável e feliz.
Além disso, as conexões humanas, as redes de apoio e de amizade, são muito mais importantes para um envelhecimento ativo e saudável do que o sucesso financeiro e status social.
- A importância das relações sociais para a saúde e felicidade;
- A melhoria da capacidade funcional das pessoas de mais idade;
- A necessidade de repensar nossos comportamentos e valores para planejar o futuro.
Neste Dia Internacional do Idoso, é fundamental refletir sobre os ganhos, desafios e paradoxos do rápido envelhecimento populacional no Brasil. De um lado, a esperança de vivermos mais se cultivarmos as relações de amizade; de outro, a queda da taxa de natalidade e o número crescente de pessoas mais velhas.
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