Dia do Chef: 11 chefs brasileiras contam o que as inspira, satisfaz e emociona
No Dia Nacional do Chef de Cozinha, reunimos 11 chefs brasileiras que estão entre as mais relevantes da gastronomia brasileira hoje. Elas compartilham o que as inspirou a se tornarem chefs, o que as satisfaz no dia a dia e quais pratos carregam mais história e memória afetiva.
Dayse Paparoto, vencedora da primeira edição do MasterChef Profissionais, conta que sua cozinha é inspirada na infância e que gosta de treinar pessoas e criar estrutura para que elas cresçam. Já Nara Amaral, que comanda o Di Janela Gastronomia, em Salvador, diz que não planejou virar chef, mas decidiu empreender usando o dom que sempre teve em cozinhar.
Clara Shin, que comanda o Ryu, restaurante coreano na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, passou 15 anos em Nova York antes de voltar ao Brasil e abrir o restaurante. Ela conta que a cozinha virou refúgio e que a saudade de casa virou receita. Aline Guedes, pesquisadora da culinária afro-brasileira, entende a cozinha como uma linguagem muito anterior à técnica e gosta de compartilhar conhecimento e perceber quando alguém passa a olhar para a comida de outro jeito.
Roberta Antônia, que comanda o Não Me Torra Bar e Café, em Niterói, defende uma gastronomia brasileira técnica, artesanal e cheia de personalidade. Lisiane Arouca, uma das chefs-pâtissières mais reconhecidas do Brasil, comanda o Origem, em Salvador, e conta que a cozinha entrou na sua vida por necessidade e ficou por vocação.
Aline Chermoula, colunista da Vogue Brasil e pesquisadora da culinária da diáspora africana, comanda a Varanda Chermoula, em São Paulo, e acredita que cozinhar vai muito além da técnica. Monique Gabiatti, que comanda a Polvo Marisqueria e o Polvo Bar, no Rio de Janeiro, foi eleita chef revelação pelo Prêmio Rio Show Gastronomia em 2025 e conta que a cozinha entrou na sua vida por duas avós.
Tássia Magalhães, eleita Melhor Chef Feminina da América Latina pelo Latin America’s 50 Best, comanda o Nelita, em São Paulo, e conta que a cozinha é 100% feminina desde a abertura. Nadia Pizzo, que comanda o Ráscal, rede com mais de 30 anos de história, conta que a entrada na gastronomia foi quase acidental. Isabela Honda, que abriu a Joya Boulangerie, em São Paulo, trocou a faculdade de arquitetura pela gastronomia e conta que a paixão foi chegando aos poucos.
- Dayse Paparoto: pão com patê de atum da infância e feijoada de feijão branco com farofa e vinagrete
- Nara Amaral: galinha ao molho pardo da avó paterna
- Clara Shin: Jeyukbokkeum, prato de conforto e referência constante
- Aline Guedes: lagarto recheado que a mãe faz
- Roberta Antônia: canapé de cebola, releitura de um clássico industrializado dos anos 1980
- Lisiane Arouca: bolos simples que fazia para a mãe levar aos colegas de trabalho
- Aline Chermoula: pratos que despertam memória afetiva e conectam pessoas
- Monique Gabiatti: nhoque com molho ferrugem da Vó Fernanda
- Tássia Magalhães: caldos, prato que mora num lugar simples, mas exige tudo
- Nadia Pizzo: memória afetiva que não tem prato fixo, mas está nas pessoas e histórias
- Isabela Honda: cheiro de pão assando, sensação de acolhimento e cuidado
Essas chefs brasileiras mostram que a cozinha vai muito além da técnica e que a comida pode ser uma forma de conectar pessoas e transformar momentos simples em algo inesquecível.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link