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Da tela ao ecossistema: jogar hoje vai muito além do game

A experiência gamer mudou significativamente nos últimos anos. Antes, a qualidade de um jogo era definida quase exclusivamente pelo jogo em si, com gráficos, narrativa e mecânicas sendo os principais elementos que sustentavam a percepção de qualidade. No entanto, à medida que o mercado amadureceu e o acesso se ampliou, essa lógica começou a mudar.

Hoje, jogar é menos sobre um dispositivo isolado e mais sobre o conjunto de fatores que sustentam essa experiência. A Pesquisa Game Brasil 2026 mostra que 75,3% dos brasileiros têm o hábito de jogar, enquanto 86,7% já consideram os games uma das principais formas de entretenimento no país. Isso indica que o universo gamer deixou de ser um nicho e passou a ocupar um espaço central na cultura e no cotidiano.

A expansão do mercado também trouxe uma mudança importante no perfil do jogador. Se o smartphone ainda funciona como principal porta de entrada, o comportamento atual aponta para uma redistribuição mais equilibrada entre plataformas. Consoles concentram cerca de 24% da preferência dos jogadores brasileiros, enquanto computadores e notebook já representam pouco mais de 21%.

  • Consoles: 24% da preferência dos jogadores brasileiros
  • Computadores e notebook: 21% da preferência dos jogadores brasileiros

Essa aproximação revela um movimento relevante: o consumo deixa de ser predominantemente mobile e passa a incorporar, com mais força, experiências associadas a desempenho, profundidade e imersão. Jogadores de console e computador concentram as maiores médias de tempo semanal, frequentemente na faixa entre 8 e 20 horas.

A tela deixa de ser apenas um meio de exibição e passa a atuar como elemento ativo na construção da experiência. Tecnologias como QD-Mini LED oferecem maior controle de iluminação, níveis mais profundos de contraste e maior fidelidade de cores, permitindo que o jogador perceba detalhes que antes passavam despercebidos.

O impacto real das novas tecnologias na jogabilidade é significativo, influenciando diretamente a resposta aos comandos, a fluidez das cenas e a sensação de controle. Com menos interferências visuais, menor atraso e movimentos mais contínuos, a experiência se torna mais precisa e envolvente.

O resultado é um cenário em que a experiência gamer se torna distribuída. Tela, áudio, desempenho, conectividade e ambiente passam a atuar de forma complementar, construindo uma jornada mais completa e consistente. Jogar deixa de ser uma atividade centrada em um dispositivo e se consolida como uma experiência que envolve todo o ecossistema ao redor.

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