Crise das Memórias Eleva Custos e Lenovo Prepara Novos Aumentos para Julho
O mercado global de PC está passando por um período de reajustes de preços devido à crise atual. A Lenovo, uma das maiores fabricantes de PCs do mundo, planeja aumentar os preços de seu portfólio de produtos a partir de julho de 2026. Isso incluirá notebooks, desktops, tablets, smartphones, monitores e acessórios.
De acordo com a imprensa chinesa, o aumento seguirá o padrão de reajustes anteriores da empresa, o que significa que alguns computadores e notebooks podem registrar aumentos superiores a 1.000 yuans (cerca de US$ 150). Este será o segundo grande aumento da Lenovo no ano, que já havia elevado os preços de varejo de vários modelos em março.
O motivo por trás do encarecimento é a escalada nos preços das memórias DRAM (memória RAM) e NAND (SSD), impulsionada pela alta demanda de data centers de IA. Segundo dados do TrendForce, o aumento acumulado no mercado dessas memórias já ultrapassou os 300%. Em maio de 2026, o preço médio de uma memória padrão para PC (8Gb DDR4) atingiu o recorde histórico de US$ 20.
Essa crise de custos está afetando a indústria como um todo. Estimativas recentes apontam que as vendas globais de notebooks devem cair 13% em 2026, um recuo maior do que os 9,4% previstos no início do ano. Além disso, a Dell também iniciou movimentos de alta nos preços, encarecendo seus PCs entre 10% e 30%, além de aplicar reajustes de até 40% em servidores.
Algumas das principais consequências dessa crise incluem:
- Aumento dos preços dos PCs e notebooks
- Redução das vendas globais de notebooks
- Afetação da indústria de tecnologia como um todo
A Lenovo não está sozinha nessa crise. Outras gigantes da indústria, como a Dell, também estão aumentando os preços de seus produtos. A expectativa é que outras empresas sigam o mesmo caminho até julho.
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