Criminosos usam falso processo judicial e CPF vazado para dar golpe do Pix
Um novo golpe digital que se passa por órgãos do Judiciário brasileiro vem sendo usado para extorquir vítimas por meio de pagamentos via Pix. A fraude foi identificada pelo perfil unpack64, no X, especializado em segurança digital.
Segundo a análise, criminosos usam CPFs vazados, sites falsos e cobranças simuladas de taxas judiciais para pressionar usuários com ameaças de bloqueio de bens e contas bancárias.
Como funciona o golpe
A campanha começa com o envio de mensagens SMS que simulam comunicações oficiais do Tribunal de Justiça ou de um suposto “Sistema Judicial Federal”. O texto afirma que o CPF da vítima está irregular, menciona a existência de uma taxa judicial não paga e alerta para riscos como bloqueio de bens e contas bancárias, criando um senso imediato de urgência.
Ao clicar no link presente na mensagem, a vítima é direcionada a um site falso, hospedado em domínios que não pertencem ao governo brasileiro. Essas fraudulentas páginas utilizam linguagem institucional e layout semelhante ao de portais oficiais para parecerem legítimas.
O ponto mais sofisticado do golpe acontece quando o usuário insere o CPF no site. Segundo a análise do unpack64, o sistema faz uma consulta em tempo real a uma API alimentada por dados vazados, hospedada em um servidor externo. A consulta retorna informações reais da vítima, como nome completo e outros dados cadastrais, o que aumenta drasticamente a credibilidade da fraude.
Como se proteger
Com golpes cada vez mais sofisticados, a vigilância é sempre o ponto de partida para não se tornar vítima. Por isso, vale seguir algumas dicas para evitar fraudes:
- Desconfie de mensagens alarmistas: órgãos do Judiciário não enviam SMS exigindo pagamento imediato nem ameaçam bloqueios por meio de links encurtados. Busque informações apenas nos canais oficiais;
- Verifique o endereço do site: páginas oficiais do governo brasileiro utilizam exclusivamente o domínio .gov.br;
- Nunca informe CPF ou dados pessoais a partir de links recebidos por SMS, WhatsApp ou redes sociais;
- Desconfie de cobranças via Pix relacionadas a processos judiciais. Custas e taxas são informadas diretamente nos canais oficiais do tribunal responsável.
Se suspeitar de golpe, não realize pagamentos e registre um boletim de ocorrência. Também é recomendado avisar sua instituição financeira.
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