Copa do Mundo e Golpes de Bets: Um Ambiente de Risco em Expansão
A Copa do Mundo de 2026 está ampliando uma área de risco que já estava em expansão no Brasil, com mais de 4,3 mil sites falsos identificados explorando o torneio. As casas de apostas continuam sendo o principal vetor de fraude, e o ambiente favorece o crime em pelo menos duas frentes: o volume financeiro circulando nas plataformas e o estado emocional dos torcedores.
Segundo Daniel Tupinambá, CISO Strategy da Elytron Cybersecurity, “a emoção reduz o senso crítico” e o indivíduo é induzido pelo comportamento do fraudador. Mais de 70% dos golpes ligados a apostas envolvem plataformas fictícias, que são sites que existem exclusivamente para cometer fraude, sem nenhuma relação com operadoras regulamentadas.
Crime Organizado e Inteligência Artificial
O cibercrime atual é descrito como operações com nível de organização que supera o de muitas empresas, com recrutamento via LinkedIn, segmentação de alvos por vulnerabilidades financeiras e pessoais, e divisão de funções entre designers, redatores e programadores contratados para criar campanhas de fraude. A inteligência artificial acelerou esse processo, com 83% das campanhas de phishing já utilizando recursos de IA.
Além disso, os deepfakes entram como peça adicional nesse arsenal, permitindo a geração de vídeos falsos com rostos e vozes de figuras públicas, incluindo técnicos e jogadores, promovendo apostas fictícias.
Prevenção e Recomendações
Para não cair nesses golpes, é importante verificar se uma plataforma de apostas consta na lista oficial do governo federal antes de qualquer cadastro, desconfiar de promoções com retornos desproporcionais ao valor investido e nunca realizar pagamentos preliminares para “liberar” prêmios.
- Verifique a lista oficial do governo federal antes de cadastrar-se em uma plataforma de apostas.
- Desconfie de promoções com retornos desproporcionais ao valor investido.
- Nunca realize pagamentos preliminares para “liberar” prêmios.
Para empresas, o alerta é sobre ameaças internas, pois colaboradores sem acesso direto a sistemas podem fornecer informações suficientes para um ataque. “A pergunta não é mais se vai acontecer um ataque. É quando”, disse Tupinambá.
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