Como os cães afetam a qualidade do ar em sua casa
O ar que respiramos não é o mesmo em todos os lugares, e a diferença não está apenas entre cidades ou países, mas também entre casas. Isso ocorre porque o ar interno tem fontes e composições químicas únicas, incluindo partículas, gases e microrganismos emitidos por quem vive lá, incluindo animais de estimação.
Um estudo recente publicado na revista Environmental Science & Technology mediu os gases, partículas e microrganismos liberados por cães em uma câmara climática controlada. Os pesquisadores realizaram experimentos com dois grupos de cães: três cães grandes e quatro cães pequenos (chihuahuas). Eles observaram como os animais afetam o ar ao redor em períodos de descanso e interação com humanos.
Principais descobertas
- Os cães emitem níveis próximos de gás carbônico (CO2) em comparação com os seres humanos.
- Os cães produzem quantidades semelhantes de amônia (NH3) em comparação com os seres humanos, mas a proporção de amônia para CO2 é maior nos cães.
- Os cães liberam quantidades consideráveis de partículas, incluindo poeira, pólen e micróbios, quando se sacodem, se coçam ou recebem carícias.
- Os cães de grande porte emitem de duas a quatro vezes mais microrganismos do que os humanos no mesmo ambiente.
Essas descobertas fornecem “fatores de emissão” quantitativos que podem ser incorporados em modelos de qualidade do ar interno e de exposição, aprimorando a forma como simulamos residências reais onde pessoas e animais de estimação compartilham o mesmo espaço.
Além disso, o estudo lança luz sobre reações químicas secundárias, como a reação entre o ozônio (O3) e a pele humana, que pode ocorrer antes mesmo do cachorro adentrar o ambiente interno.
Em resumo, os cães têm um impacto significativo na qualidade do ar interno, mas isso não é necessariamente uma má notícia. A exposição a uma variedade de micróbios pode impulsionar o desenvolvimento do sistema imunológico, especialmente em crianças.
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