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Como o sangue flui em um coração artificial? Este estudo testou

Estudo Avançado sobre Coração Artificial

Um estudo recente publicado na revista Scientific Reports investigou como o sangue flui em um coração artificial total (TAH) utilizando ressonância magnética de fluxo 4D e impressora 3D. Os pesquisadores da Universidade de Linköping, na Suécia, buscaram entender melhor o fluxo sanguíneo dentro de um protótipo de coração artificial para minimizar complicações em pacientes com quadros cardiovasculares.

Atualmente, o número de pacientes submetidos a transplantes cardíacos está aumentando progressivamente, com 8.988 transplantados nos últimos anos. No entanto, as listas de espera por um transplante são longas, com 2.868 pacientes na União Europeia, 3.453 nos EUA e 448 no Brasil. Enquanto o transplante não é realizado, os TAHs são utilizados como “pontes” entre o paciente e a chegada do novo órgão.

Métodos e Resultados

Os pesquisadores utilizaram ressonância magnética de fluxo 4D e impressora 3D para avaliar o fluxo sanguíneo em um coração cardíaco pulsátil. A observação em tempo real permitiu que os estudiosos descobrissem o que acontecia dentro da estrutura do coração artificial e avaliassem melhor como minimizar o risco de complicações comuns, como a formação de coágulos sanguíneos e os danos causados aos glóbulos vermelhos.

A ressonância magnética de fluxo 4D é uma técnica de imagem avançada que fornece visualização tridimensional com resolução temporal e quantificação do fluxo sanguíneo. Os resultados mostraram que a perda de energia viscosa no coração artificial foi semelhante à de corações nativos saudáveis, e que a energia cinética turbulenta elevada foi encontrada em diversas áreas, mas os valores estavam bem abaixo dos encontrados em pacientes com doença valvar.

Tipos de Corações Artificiais

Os TAHs podem ser classificados em duas categorias: bombas de fluxo contínuo e bombas pulsáteis. As bombas de fluxo contínuo são adequadas para pacientes menores, mas podem vir com a desvantagem da síndrome de von Willebrand adquirida. Já as bombas pulsáteis podem resolver esse problema, mas causam altas taxas de infecção, além de significativos efeitos tromboembólicos e hemodinâmicos.

Os autores do estudo concluíram que, apesar dos avanços, estudos clínicos são necessários antes que o dispositivo sirva para uso. O objetivo final é criar um coração artificial que possa servir como uma ponte para o transplante, evitando que o paciente morra enquanto espera por um coração, e eventualmente, não haverá necessidade de corações de doadores.

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