Controle da Internet no Irã: Uma Abordagem Técnica e Política
O Irã tem enfrentado uma onda de protestos maciços devido à crise econômica que afeta o país desde o fim de 2025. Essas manifestações têm crescido em escala e intensidade, resultando em milhares de mortes e detenções. Diante desse cenário, o governo local decidiu cortar o acesso à internet em 8 de janeiro, como uma medida para controlar a disseminação de informações e conter a propagação dos protestos.
Para entender como o Irã consegue bloquear praticamente toda a internet do país, é importante considerar a infraestrutura de rede e as políticas de controle de tráfego de dados implementadas pelo governo. O Irã possui uma infraestrutura de rede relativamente centralizada, o que facilita o controle do tráfego de dados. Além disso, o governo tem implementado uma série de medidas para monitorar e controlar o acesso à internet, incluindo a criação de um “intranet” nacional, que é uma rede isolada e controlada pelo governo.
Técnicas de Bloqueio
O governo iraniano utiliza várias técnicas para bloquear o acesso à internet, incluindo:
- Bloqueio de DNS: o governo pode bloquear o acesso a determinados sites e serviços ao manipular o sistema de nomes de domínio (DNS), que é responsável por traduzir os nomes de domínio em endereços IP.
- Bloqueio de IP: o governo pode bloquear o acesso a determinados endereços IP, o que pode afetar o acesso a sites e serviços específicos.
- Monitoramento de tráfego: o governo pode monitorar o tráfego de dados para identificar e bloquear o acesso a conteúdo considerado proibido.
Além disso, o governo iraniano também pode utilizar técnicas de “throttling” (redução da velocidade da internet) para limitar a capacidade dos usuários de acessar determinados sites e serviços. Essas medidas podem ser implementadas em diferentes níveis, desde o nível de infraestrutura de rede até o nível de aplicativos e serviços específicos.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link