Como o Goldman Sachs se Tornou uma Referência na Indústria Musical
O Goldman Sachs, um dos principais bancos de investimento do mundo, conquistou uma posição incomum na indústria musical. Embora não escolha artistas ou prevê quais canções serão sucessos, sua influência vem do relatório “Music in the Air”, que organiza dados sobre streaming, assinaturas, shows, direitos autorais e comportamento dos fãs para apresentar possíveis caminhos de crescimento e riscos a investidores, gravadoras, plataformas e empresários.
O relatório “Music in the Air” foi lançado em 2016, quando o streaming musical ainda era visto com ceticismo. No entanto, o Goldman Sachs previu que o streaming poderia provocar uma segunda revolução digital, sustentada por assinaturas e receitas recorrentes. Essa previsão se tornou realidade, com a indústria musical alcançando US$ 31,7 bilhões em receitas em 2025, de acordo com a IFPI.
O Diferencial do Relatório
O relatório “Music in the Air” reúne dados sobre música gravada, edição musical, turnês, publicidade, preços de assinaturas, mercados emergentes e novas tecnologias. Isso ajuda investidores a estimar o valor de um catálogo musical e identificar fatores que podem alterar seu valor. Para empresários, o estudo indica onde estão surgindo novos consumidores, produtos premium e oportunidades de licenciamento.
Além disso, o relatório também destaca a importância dos mercados emergentes, que podem responder por 75% das novas assinaturas de streaming até 2035. Outro foco são os superfãs, que podem gerar receita adicional para as empresas musicais.
Projeções para o Futuro
O Goldman Sachs estima que o mercado musical global pode passar de US$ 104,9 bilhões em 2024 para US$ 196,8 bilhões em 2035. Além disso, o banco prevê que as receitas diretas da indústria musical criada por inteligência artificial podem crescer de US$ 400 milhões para US$ 2,1 bilhões até 2030.
O relatório também destaca a importância dos shows ao vivo, que podem crescer de US$ 34,6 bilhões em 2024 para US$ 67,1 bilhões em 2035. A receita com ingressos subiu 76% entre 2019 e 2024, mesmo com a forte elevação dos preços.
Em resumo, o Goldman Sachs se tornou uma referência na indústria musical por sua capacidade de transformar hábitos de fãs em projeções que investidores e executivos conseguem analisar. O relatório “Music in the Air” é uma ferramenta valiosa para entender o mercado musical e identificar oportunidades de crescimento.
- O relatório “Music in the Air” é uma ferramenta valiosa para entender o mercado musical.
- O Goldman Sachs estima que o mercado musical global pode passar de US$ 104,9 bilhões em 2024 para US$ 196,8 bilhões em 2035.
- A indústria musical criada por inteligência artificial pode crescer de US$ 400 milhões para US$ 2,1 bilhões até 2030.
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