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Como o aumento de CO2 na atmosfera pode estar alterando a química do seu sangue

Impacto do Aumento de CO2 na Atmosfera na Química do Sangue

Um estudo recente publicado na revista Air Quality, Atmosphere & Health revelou que os níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera estão afetando a química do sangue humano. A pesquisa analisou dados de bioquímica sanguínea de aproximadamente sete mil pessoas coletados entre 1999 e 2020 e encontrou um aumento de 7% na concentração média de bicarbonato no sangue, que acompanhou o aumento do CO2 na atmosfera.

Os pesquisadores alertam que, se as tendências atuais continuarem, os níveis médios de bicarbonato poderão se aproximar do limite superior da faixa considerada saudável dentro de 50 anos. Isso pode ter consequências fisiológicas, especialmente para crianças e adolescentes, cujos corpos em desenvolvimento sofrerão com o acúmulo da exposição ao CO2 atmosférico.

Relação entre CO2 e Sangue

No sangue humano, o CO2 é convertido em bicarbonato, um eletrólito que desempenha um papel fundamental na manutenção do equilíbrio ácido-base do organismo. Quando os níveis do gás aumentam, os rins retêm mais bicarbonato para estabilizar o pH sanguíneo, enquanto os ossos também podem tamponar o ácido por meio da troca de minerais como cálcio e fósforo.

Os pesquisadores teorizam que o bicarbonato também poderia ser um marcador sanguíneo dos níveis de CO2 atmosférico. “Na verdade, acho que o que estamos vendo é porque nossos corpos não estão se adaptando”, disse Phil Bierwirth, da Universidade Nacional Australiana. “Parece que estamos adaptados a uma faixa de CO2 no ar que pode ter sido ultrapassada”.

O que Esperar?

As descobertas apontam para uma dimensão emergente do risco climático, que vai além das ondas de calor, eventos ambientais extremos e elevação do nível do mar. Para os pesquisadores, o aumento das emissões de CO2 na atmosfera também precisa ser considerado como uma variável alarmante para a saúde pública, e não apenas para o meio ambiente.

  • O aumento das emissões de CO2 na atmosfera pode ter consequências fisiológicas graduais em nível populacional.
  • O monitoramento da composição atmosférica e dos biomarcadores populacionais deve ser feito em conjunto com os indicadores climáticos.
  • Os cientistas devem compreender como esses fatores dialogam entre si para desenvolver políticas de mudança climática eficazes.

Em resumo, o estudo destaca a importância de considerar o impacto do aumento de CO2 na atmosfera na química do sangue humano e na saúde pública. É fundamental monitorar e entender como esses fatores se relacionam para desenvolver políticas de mudança climática eficazes.

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