Como “Lia Lia” Reuniu Bete Coelho e Camila Pitanga Pela Primeira Vez no Teatro
O espetáculo “Lia Lia” marca a primeira colaboração entre as atrizes Bete Coelho e Camila Pitanga no teatro. A peça, que estreia em Campinas e chega a São Paulo em julho, é uma adaptação do romance “Lia: Cem vistas do Monte Fuji” de Caetano W. Galindo. A história segue a vida de uma mulher chamada Lia, revelada por episódios de diferentes momentos de sua vida, sem seguir uma ordem cronológica.
A ideia de reunir Bete e Camila surgiu após Camila assistir à peça “Ana Lívia”, estrelada por Bete, no Festival de Curitiba de 2024. Camila confessou que sempre foi uma grande admiradora do trabalho de Bete e que a ideia de trabalhar juntas era um sonho. “Foi uma linda surpresa. É um encontro para a vida, na vida e na arte”, disse Camila em entrevista à Vogue Brasil.
A peça é uma colaboração entre a Teatrofilme, companhia fundada por Bete e Gabriel Fernandes, e o autor Caetano W. Galindo. A adaptação é assinada por Bete, com trechos inéditos escritos por Galindo para a montagem. O elenco inclui ainda Roberto Audio, Laís Lacôrte e Lindsay Castro Lima, além de um coro cênico que se renova a cada cidade.
A Divisão da Personagem
A divisão da personagem entre Bete e Camila é o eixo da montagem. As duas atrizes fazem a mesma Lia em fases distintas, e em alguns momentos aparecem simultaneamente em cena. “O desafio era outro: entender que mulher era essa, que matéria humana era essa, para que essa personagem pudesse preencher e tomar conta de dois corpos, duas vozes, duas presenças fortes e complementares”, disse Bete.
Para Camila, o teatro oferece a liberdade de explorar diferentes facetas da personagem. “O teatro tem que ter essa liberdade que, no filme realista, é mais raro de você ver, que é o fato das atrizes poderem fazer tudo. Então tem a gente fazendo as duas, fazendo a Lia com oito anos de idade, fazendo fases de vida muito distintas, atuando na mesma circunstância, ao mesmo tempo”, disse Camila.
Uma Peça de Encontro e Escuta
A peça “Lia Lia” percorreu o interior de São Paulo, passando por várias cidades, desde março. Em cada cidade, duas alunas do Núcleo de Artes Cênicas do Sesi (NAC) integram o coro cênico, que se renova a cada parada. Para Bete, o formato faz parte do que a peça é. “Cada nova presença altera discretamente a vibração da montagem, o desenho interno das relações, a temperatura da cena”, observou.
Camila fala do lado do público e do impacto da peça. “Me anima demais que a peça seja essa dádiva ofertada para a comunidade e para pessoas que não estão tão habituadas ao teatro. Mas isso só se completa porque a peça comunica, porque a peça emociona, porque a peça chega”, contou. “Tocar a alma das pessoas, fazer com que pessoas que nunca foram ao teatro se encantem com o teatro, é uma alegria para quem faz.”
- A peça “Lia Lia” estreia em Campinas e chega a São Paulo em julho.
- A adaptação é assinada por Bete Coelho, com trechos inéditos escritos por Caetano W. Galindo.
- O elenco inclui Bete Coelho, Camila Pitanga, Roberto Audio, Laís Lacôrte e Lindsay Castro Lima.
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