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Como este tubarão vive 400 anos? Estudo traz hipóteses bem interessantes

Os Segredos da Longevidade do Tubarão-da-Groenlândia

O tubarão-da-Groenlândia é considerado o vertebrado mais longevo conhecido, com uma estimativa de vida de cerca de 400 anos. Isso o coloca muito à frente de outros campeões da longevidade, como as tartarugas-gigantes-de-Galápagos e as baleias-da-Groenlândia, que vivem aproximadamente 200 anos.

Um estudo recente publicado na revista PNAS identificou dois mecanismos genéticos inéditos que podem ajudar a explicar a longevidade extrema do tubarão-da-Groenlândia. A equipe de pesquisadores liderada por Shigeharu Kinoshita, da Universidade de Tóquio, realizou uma nova reconstrução genômica do tubarão-da-Groenlândia, que permitiu a identificação de duas pistas promissoras relacionadas ao envelhecimento.

Mecanismos Genéticos

  • A primeira descoberta envolve uma proteína conhecida como histona H1.0, responsável por ajudar a compactar o DNA dentro das células. Os pesquisadores encontraram adaptações específicas nessa proteína, incluindo a substituição do aminoácido lisina por arginina em posições consideradas importantes.
  • A segunda descoberta está relacionada à ferroptose, um tipo de morte celular desencadeada pelo acúmulo excessivo de ferro. A equipe identificou 59 cópias do gene FTH1b no genoma do tubarão-da-Groenlândia, que está associado à produção de ferritina, proteína responsável por armazenar ferro de forma segura dentro das células.

Essas descobertas sugerem que o tubarão-da-Groenlândia pode ter mecanismos biológicos contra danos celulares e tumores, o que pode contribuir para sua longevidade extrema. No entanto, os autores ressaltam que as conclusões ainda são preliminares e que serão necessários experimentos adicionais em células vivas e estudos funcionais para confirmar o papel exato desses mecanismos.

A pesquisa abre caminho para uma série de investigações futuras sobre estabilidade genética, resistência ao câncer e processos celulares associados à longevidade extrema, inclusive nos seres humanos. Além disso, o estudo do genoma do tubarão-da-Groenlândia pode fornecer insights valiosos sobre como esses mecanismos podem ser aplicados em outras espécies, incluindo a humana.

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