Descoberta de Réptil Mumificado Revela Segredos da Respiração
O ato de respirar parece simples, mas o sistema respiratório de vertebrados percorreu um longo caminho evolutivo para se tornar o que é hoje. Um réptil mumificado, denominado Captorhinus, pode ser a chave para entender como a respiração torácica se desenvolveu em amniotas, vertebrados cujo embrião é envolto por membranas fetais, como répteis, aves e mamíferos.
O Captorhinus viveu entre 289 e 286 milhões de anos e foi encontrado em uma caverna em Oklahoma, nos EUA, com ossos, pele e cartilagem ainda preservados. O animal é considerado o exemplo mais antigo de respiração torácica em amniotas. A preservação extraordinária do sistema respiratório do lagarto pré-histórico foi possível devido à lenta infiltração de petróleo e água subterrânea rica em minerais em seu corpo.
O Sistema Respiratório do Captorhinus
O estudo publicado na revista científica Nature descreve a preservação do sistema respiratório do lagarto pré-histórico, que inclui:
- Um esterno cartilaginoso segmentado
- Costelas esternais
- Costelas intermediárias
- Estruturas que conectam a caixa torácica à cintura escapular
Essas estruturas permitiram que os cientistas reconstruíssem o aparelho respiratório completo de um amniota primitivo pela primeira vez.
A análise do estudo, junto com a descoberta de proteínas originais preservadas nos ossos, cartilagens e pele do lagarto, pode elucidar mistérios sobre a evolução animal que deu origem aos répteis, aves e mamíferos que temos hoje. A adaptação do uso da musculatura da caixa torácica para uma respiração potente permitiu que os amniotas obtivessem um grande sucesso evolutivo e iniciassem sua conquista do ambiente terrestre.
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